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Fonte: http://www.redeto.com.br/noticia-26051-tres-acusados-pela-morte-de-advogado-irao-a-juri-e-um-e-inocentado-por-juiz.html

Três acusados pela morte de advogado irão a júri e um é inocentado por juiz

06/03/2018 17:06:11

Divulgação
O advogado Danillo Sandes Pereira, de 30 anos, foi assassinado em julho de 2017

REDAÇÃO
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Em decisão publicada nesta segunda-feira, 06, o juiz Francisco Vieira Filho, da 1ª Vara Criminal de Araguaína, na região norte do Tocantins, pronunciou a julgamento pelo Tribunal do Júri três dos quatro acusados de envolvimento na morte do advogado Danillo Sandes Pereira, de 30 anos, em julho de 2017. 

Dos quatro homens denunciados pelo Ministério Público Estadual, o farmacêutico Robson Barbosa Costa, o ex-policial militar Wanderson Silva de Sousa e o PM João Oliveira Santos Júnior serão levados a júri popular. Já Rony Macedo Alves Paiva foi absolvido pela "ausência de indícios suficientes de autoria do fato por ele" e teve a prisão preventiva revogada. Os demais acusados seguem presos.

Robson, Wanderson e João Oliveira responderão por homicídio qualificado (motivo torpe e recurso que dificultou a defesa da vítima) e ocultação de cadáver. A data do julgamento ainda não foi definida. 

Relembre o caso


Segundo o inquérito policial usado como base para a denúncia do MPE, Robson, acusado de ser o mandante do assassinato, contratou os serviços de Danillo Sandes para ajuizamento de processo de inventário dos bens deixados por seu pai. No decorrer da prestação dos serviços, o advogado renunciou ao caso porque os herdeiros tinham a intenção de sonegar bens e valores do processo de inventário.

O descontentamento de Robson ocorreu no acerto dos honorários advocatícios. Visando receber o valor devido, Danillo então ingressou com ação judicial em desfavor do acusado e obteve decisão que o obrigou a vender um caminhão para a quitação da dívida.

Segundo o Ministério Público, a partir daí, Robson passou a arquitetar a morte de Danillo com a ajuda de um conhecido da cidade de Marabá (PA). Este comparsa contratou dois pistoleiros, Wanderson e João Oliveira, policiais militares no Pará, para executarem o advogado. Pelo crime, os PMs, denominados na denúncia como integrantes de um grupo de extermínio, receberiam R$ 40 mil.

Sob o pretexto de contratar os serviços de Danillo em outro processo de inventário, os pistoleiros atraíram a vítima e simularam possuir um inventário com valor de R$ 800 mil, além de imóveis e gado na região de Filadélfia. No dia 25 de julho, Danillo marcou encontro com os mesmos e adentrou o veículo para que pudessem se deslocar até Filadélfia.

No percurso, os matadores de aluguel desferiram dois tiros de arma de fogo na nuca de Danillo e ocultaram seu corpo em um matagal, às margens da TO-222, a cerca de 18 km de Araguaína. O cadáver só foi localizado quatro dias depois, pelo morador de uma fazenda próxima ao local. 

As investigações apontaram Robson com envolvido, após a quebra de sigilo telefônico, vindo este, posteriormente, a fazer acordo de delação premiada com o MPE e contar detalhes do crime.