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Fonte: http://www.redeto.com.br/noticia-867-tocantins-tem-um-dos-menores-indices-de-medicos-por-habitante.html

Tocantins tem um dos menores índices de médicos por habitante

06/04/2013 11:41:37

Divulgação
REDAÇÃO

De acordo com um levantamento do Conselho Federal de Medicina (CFM), até outubro de 2012, o número de médicos em atividade no Tocantins chegou a 1.928. Com 1,36 profissionais para cada grupo de mil habitantes, o estado ocupa a 23ª posição em números absolutos destes profissionais registrados no país (388.015) e a 16ª em termos proporcionais.

A pesquisa aponta que 35% dos médicos do Tocantins atuam em Palmas, 65,3% deles pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Ao todo, 1.182.379 tocantinenses que moram no interior são assistidos por 1.429 profissionais, média de 1,06 médico/habitante. Na capital, o índice de médicos para cada 1.000 habitantes é quase o triplo (2,89).

As informações fazem parte do segundo volume da Pesquisa Demográfica Médica no Brasil, desenvolvida pelo CFM em parceria com o Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp).

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Através dos números, é possível observar claramente severas distorções na distribuição de médicos pelo país. Para os conselhos de medicina, o Brasil é marcado pela desigualdade no que se refere à concentração de médicos. Apesar de o país contar com cada vez mais profissionais, a má distribuição continua fazendo parte do cenário nacional.

Durante a semana, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, alertou sobre a situação. Segundo ele, a taxa de profissionais para cada mil habitantes, no Brasil, chega a 1,8. Na Argentina, esse índice é 3,2; em Portugal, 3,9 e na Espanha, 4.

Para tentar minimizar este quadro, os conselhos defendem medidas urgentes, como a valorização dos profissionais de saúde, o fim da precarização dos vínculos empregatícios e a implementação de planos de carreira, cargos e vencimentos. Além disso, as entidades afirmam que é necessário aumentar o investimento público no setor e estabelecer uma infraestrutura que garanta instalações, equipamentos e insumos para o exercício da Medicina.

Outra proposta defendida pelo CFM prevê a criação de uma carreira de médico no âmbito do SUS como maneira de estimular a fixação dos profissionais nas áreas consideradas de difícil provimento. “As áreas que apresentam melhores condições de atração de médicos e demais profissionais também são as que possuem vantagens de infraestrutura, estabelecimentos de saúde, maior financiamento público e privado, melhores condições de trabalho, remuneração, carreira e qualidade de vida”, explica o presidente do CFM, Roberto Luiz d’Avila.