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Estado

Quadrilha que fraudava benefícios previdenciários no Tocantins é desarticulada

24/04/2013 09h55 | Atualizado em: 24/04/2013 10h19

Divulgação Segundo o MPF, a investigação teve início depois da constatação de fraude de 46 benefícios, na agência da Previdência Social (APS) de Tocantinópolis

REDAÇÃO


Foi deflagrada na manhã desta quarta-feira, 24, no Tocantins e no Maranhão, uma  Força Tarefa Previdenciária, composta pelo Ministério da Previdência Social (MPS), o Ministério Público Federal (MPF) e a Polícia Federal (PF),  para desarticular uma organização criminosa que se utilizava de documentos fraudados em nome de indígenas da etnia Guajajara.

Ao todo, a operação, que recebeu o nome de Avantesma, cumprirá 12 mandados de busca e apreensão em Palmas, e nos municípios de Barra do Corda, Grajaú, Imperatriz e Porto Franco, no Maranhão. 39 policiais federais e três servidores da Assessoria de Pesquisa Estratégica e de Gerenciamento de Riscos (APEGR) estão envolvidos nos trabalhos, acompanhados de perto pela Procuradoria da República em Araguaína. 

Investigação

Segundo o MPF, a investigação teve início depois da constatação de fraude de 46 benefícios, na agência da Previdência Social (APS) de Tocantinópolis. Foi apurado que, de posse de documentos ideologicamente falsos – de pessoas que, em realidade, não existem - a quadrilha conseguia os benefícios. Para isso, os envolvidos contavam com a ajuda de um servidor do Fórum de Imperatriz e dois servidores do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).


No total, aponta o Ministério Público Federal, foram desviados mais de quatro milhões de reais da Previdência Social. Além disso, para cada benefício conseguido, os acusados faziam um empréstimo consignado, sempre no teto máximo, causando um prejuízo de quase um milhão às instituições bancárias.

Ação penal

De acordo com o MPF, os investigados responderão pelos crimes de peculato, falsificação de documentos públicos e privados, formação de quadrilha e corrupção ativa e passiva, tendo em vista a participação de servidores públicos no grupo. Sendo condenados pela Justiça, deverão também ressarcir os cofres públicos.


 

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