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Violência na TV deixa crianças agressivas, revelam estudos

28/10/2014 19h22 | Atualizado em: 28/10/2014 22h23

Ilustração A televisão presente em grande parte dos lares constitui uma realidade com a qual é necessário aprender a conviver

A participação da mídia televisiva na vida de todos e, principalmente, na das crianças e adolescentes é enorme. Ela forma opiniões, cria conceitos, direciona o consumo e influência o comportamento. As crianças, em especial, imitam o que vêem na tela ou incorporam padrões de comportamento por ela propostos. Estes valores nem sempre constituem preocupação dos responsáveis, estando sempre ameaçados por vultosos interesses econômicos.

Infelizmente grande parte da programação atual oferecida pelos canais de televisão envolve violência. Centenas de estudos sobre os efeitos da exposição a esta violência nas crianças e adolescentes têm sido realizados nos Estados Unidos e permitem pressupor que esta clientela possa:

• tornar-se imune ao horror da violência;
• gradualmente aceitar a violência como forma de resolver conflitos;
• reproduzir a violência observada nos filmes;
• identificar-se com características inconvenientes de vítimas e/ou agressores.

Além destes efeitos citados a permanência prolongada nesta atividade está associada a:
• atividades solitárias e sedentárias com hábitos alimentares inadequados (excesso de consumo calórico e de sódio: ingestão de batata frita, pipoca, fast food, bolachas ...), que podem levar a obesidade e elevações da pressão;
• reprodução de insultos e agressões expostos nos jogos de computador;
• distúrbios do sono (Insônia);
• diminuição da comunicação inter-familiar e isolamento;
• dificuldades escolares;
• exposição maciça a propaganda focada no consumo de tabaco, de álcool, de roupas de grife e brinquedos da moda etc;.
• hiperestimulação sexual e antecipação do início da vida sexual;
• distúrbios de atenção aos 7 - 8 anos de idade têm sido descritos em crianças expostas a televisão antes dos 2 anos.

O que os pais podem fazer a respeito?
• reduzir o tempo para ver televisão a uma ou duas horas por dia;
• ajudar seus filhos a encontrar outras atividades que substituam a televisão, como esportes, hobbies e atividades familiares em grupo;
• conhecer os programas que seus filhos vêem. Quando eles mostram cenas de sexo, abuso de drogas ou violência, ajude-os a compreender o que estão vendo, mostrando toda a extensão do problema;
• impedir a instalação de aparelhos de TV nos quartos das crianças;
• manter livros, revistas e jogos de tabuleiro na saleta de TV;
• não usar a televisão como babá eletrônica de seus filhos;
• não permitir que crianças com idade inferior a 2 anos sejam expostas a mídia televisiva;
• não permitir refeições ao mesmo tempo em que assistem à televisão;
• ser um exemplo vivo do que deseja ensinar.

É importante enfatizar que existem programas altamente educativos e adequados para as mais diferentes idades e que esta mídia constitui a única forma de lazer e até mesmo de educação para milhares de brasileiros. A televisão presente em grande parte dos lares constitui uma realidade com a qual é necessário aprender a conviver.

 

Da Agência Brasil

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