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Rapaz afirma que briga por valor do programa motivou crime em MG

22/01/2015 19h19 | Atualizado em: 25/01/2015 19h27

Reprodução/Facebook Kesia Freitas Cardoso, de 26 anos, foi morta a facadas, na última sexta-feira, 16, em Uberlândia: suspeito do crime, Iron Guilherme Alves, de 23 anos, se apresentou à polícia nesta terça-feira, 22

REDAÇÃO
 

A polícia ouviu na tarde desta quinta-feira, 22, em Uberlândia (MG), o principal suspeito de matar a jovem Kesia Freitas Cardoso, de 26 anos, Iron Guilherme Alves, de 23 anos, se apresentou na delegacia e deu sua versão sobre o que aconteceu. O rapaz confessou o crime, mas disse que agiu em legítima defesa. 

Iron Guilherme contou ao delegado Matheus Ponsancini, responsável pelo caso, que matou Kesia após um desentendimento relacionado ao valor do programa sexual. A vítima trabalhava como acompanhante de luxo. Os serviços eram oferecidos em uma página na internet. Foi através desse site que Alves diz que conheceu a tocantinense. 

O suspeito marcou um encontro com a vítima na casa dos pais dele, que estavam viajando. O compromisso estava agendado para as 14 horas da última sexta-feira, 16, mas Kesia teria chegado 40 minutos atrasada ao local. Segundo Iron Guilherme (foto ao lado), ela decidiu reduzir o tempo do programa para 20 minutos, pois teria demorado a encontrar o local combinado. Entretanto, Isabela, nome usado pela vítima no site de acompanhantes, queria receber o valor total do programa, que seria R$ 200. 

O suspeito não concordou e os dois começaram a discutir. Iron Guilherme disse que, durante a briga, pensou em desistir. Ao delegado, ele contou que não chegou a ter contato sexual com Kesia e que, depois da discussão, a deixou nua no quarto e foi até a cozinha pegar água. O rapaz declarou que, na sequência, foi surpreendida pela vítima, que aplicou-lhe uma "gravata no pescoço".

Com o objetivo de supostamente se defender, Iron Guilherme pegou uma faca e golpeou Kesia na cabeça e no pescoço. Ao perceber que a jovem tinha morrido, o suspeito enrolou a vítima em um lençol que estava na cama da mãe dele, colocou a jovem dentro do porta-malas e seguiu para o oficina mecânica onde trabalha. O corpo foi colocado dentro de um latão.

No sábado, 17, Iron Guilherme retornou a oficina, pegou o tambor e abandonou o corpo na 
rua Geraldo Moreira e Silva, próximo ao bairro Industrial. Como não houve flagrante, mesmo depois de confessar o crime, o suspeito foi liberado. Segundo o delegado, o inquérito deve ser concluído já na próxima semana. A polícia pode pedir a prisão preventiva do rapaz. 

Enterro

O corpo de Kesia foi enterrado na manhã desta quarta-feira, 21, no cemitério Bom Jesus, em Paraíso do Tocantins, na região centro-oeste do estado. O velório da jovem foi realizado na casa de uma tia dela, no setor Oeste. Dezenas de pessoas acompanharam o funeral. Antes do sepultamento, o caixão, lacrado, foi levado para a Paróquia São José Operário, onde aconteceu uma missa de corpo presente.

Sobre Kesia

Descrita por amigos como uma pessoa alegre, trabalhadora e destemida, Kesia era natural de Paraíso e sócia de uma empresa de arquitetura, em Palmas. Ela adorava viajar. Em seu perfil no Facebook, a empresária publicou inúmeras fotos de suas viagens, algumas delas feitas para fora do Brasil. Poucas pessoas sabiam que a jovem era acompanhante de luxo. A princípio, inclusive, muita gente duvidou que isso fosse verdade. Uma amiga contou à polícia e a partir desta informação, foi possível entender as circunstâncias do crime e chegar até o suspeito. 


 

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