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Cai número de famílias com dívidas, aponta pesquisa

04/02/2015 17h03 | Atualizado em: 04/02/2015 17h25

Marcos Santos/USP Imagens A pesquisa aponta que do total de entrevistados, 77,7% afirmaram estar endividados

Diante de um quadro de recesso econômico que ora se desenha para esse ano, os palmenses parecem estar cada vez mais conscientes da importância de ter o nome limpo na praça. É o que aponta a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC) de janeiro. Em Palmas, houve uma queda de 1,6% do número de endividados com relação ao mês de dezembro passado, e também queda de 2,7% quando comparado com o mesmo período do ano passado. A pesquisa aponta que do total de entrevistados, 77,7% afirmaram estar endividados.

Já o número de famílias com dívidas em atraso aumentou em 0,3%. Enquanto no último dezembro esse número ficou em 12%, neste mês subiu para 12,3%. Dos endividados, 73,3% consideram-se pouco endividados e somente 0,5% muito endividados. O tempo médio de comprometimento com dívidas é de mais de 1 ano. No quesito parcela da renda familiar comprometida com dívidas, a grande maioria (69,5%) respondeu que gasta entre 11 e 50% do total da renda com dívidas. A média de comprometimento da renda com dívidas ficou em 32,6%.

O presidente da Fecomércio, Itelvino Pisoni, considera esse decréscimo como um alerta para o comércio tocantinense. “Essa queda, mesmo pequena, é positiva para nós comerciantes, pois significa que as pessoas estão conscientes. Mas por outro lado, pode ter havido uma queda no volume de vendas. Acreditamos que o recebimento do 13º salário foi fator importante para essa queda, já que muitas pessoas utilizaram esse dinheiro para quitar contas em atraso e comprar à vista”, afirmou.

Quanto ao tipo de endividamento, a pesquisa registrou que o uso do cartão de crédito respondeu por 73,5% dos entrevistados. Os outros dois tipos em importância foram o uso de carnês, respondendo por 34%, e o financiamento de veículo, com 26,1%.

No item condição de pagamento da dívida em atraso, 57% afirmaram que podem fazê-lo parcialmente, contra 39,8% que disseram poder pagar totalmente. No tempo de pagamento em atraso, os consumidores, em sua maioria, possuem atrasos acima de 90 dias. A PEIC é realizada mensalmente pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo – CNC, em parceria com a Fecomércio Tocantins.

Da Ascom/Fecomércio

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