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Organização criminosa pagou R$ 8 mil para grupo queimar ônibus em Palmas: jovem entregou colegas e receberá R$ 15 mil de recompensa

04/03/2015 10h19 | Atualizado em: 04/03/2015 17h25

Divulgação Suspeitos foram presos na manhã desta quarta-feira, 04, no setor Jardim Aureny IV, em Palmas: jovens afirmam que ações foram ordenadas por presos ligados a facção criminosa

REDAÇÃO


Quatro homens foram presos na noite desta terça-feira, 03, acusados de envolvimento com os ataques a ônibus coletivos, em Palmas, na noite do dia 27 e 28. Os suspeitos são 
José Luzio dos Santos (21 anos), Isais Bruno Lima de Melo (19), Bruno Burjaque da Silva Santos (22) e Jonathan Koopa (22). O grupo foi detido no setor Jardim Aureny IV. 

A polícia chegou até os jovens depois que uma pessoa procurou a Prefeitura de Palmas, na manhã desta quarta-feira, 04, e denunciou o grupo. O prefeito da capital, Carlos Amastha (PP), havia prometido doar o salário de R$ 15 mil para quem ajudasse a identificar os criminosos. O gestor confirmou que a recompensa será paga ao delator.

Segundo o prefeito, o denunciante foi convidado a participar dos ataques em troca de R$ 2 mil. "Parece que o raciocínio foi simples,melhor ficar dentro da lei e receber 15.000 reais, do que virar bandido em troca de 2.000", afirmou Amastha. 

Como já se suspeitava, os atentados foram orquestrados por uma facção criminosa que atua dentro dos presídios tocantinenses, desde 2013. A ordem partiu de dentro da Casa de Prisão Provisória (CPP) da capital. Amastha disse que a organização ofereceu R$ 8 mil para os jovens queimarem os coletivos. 

José Luzio, Isaias, Bruno e Jonathan foram encaminhados para a Delegacia de Polícia Civil, onde serão ouvidos nesta quarta. 

Ataques

Na noite da última sexta-feira, 27, um ônibus da empresa Miracema foi incendiado, na quadra 407 Norte, próximo a praia das Arnos. O veículo cumpria a rota diária, quando um homem pediu parada. Assim que entrou no ônibus, o falso passageiro sacou um revólver e pediu que todos os ocupantes descessem do coletivo. Depois que o motorista e os passageiros desceram, outros três homens, todos encapuzados, entraram no ônibus. O grupo espalhou gasolina pelo veículo, ateou fogo e fugiu. 

Na noite de sábado, 28, um segundo coletivo foi incendiado na TO-050, próximo ao Jardim Aureny IV. Na mesma região, um terceiro ônibus foi alvejado por criminosos. 

Além de Palmas, Araguaína também foi alvo de ataques, na noite da última segunda-feira, 02, quando 15 homens armados invadiram a garagem da Viação Lontra, na Vila Piauí, espancaram o vigilante da empresa e atearam fogo em dois coletivos. Na sequência, o grupo incendiou um ônibus escolar, no setor Monte Sinai. Até o momento, nenhum dos suspeitos envolvidos nestes atentados foram identificados. Segunda a polícia, assim como na capital, as ações foram comandadas de dentro dos presídios por integrantes de uma facção criminosa. 

Visitas suspensas

Os atentados são uma resposta a suspensão de alguns serviços nos presídios do estado, como a visita de familiares e advogados e o banho de sol. Devido a greve da Polícia Civil (PC), deflagrada no último dia 25, as ações deixaram de ser realizadas.


 

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