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Estado

Policiais civis atendem a determinação do governador e entregam armas: categoria critica "atitude intimidatória" e alerta para "riscos"

16/03/2015 13h10 | Atualizado em: 16/03/2015 18h31

Divulgação Cerca de 600 armas foram entregues por policiais civis, nesta segunda-feira, 16: disparo acidente deixou dois servidores do administrativo da SSP feridos

REDAÇÃO


Atendendo a determinação do governador Marcelo Miranda (PMDB), os policiais civis grevistas realizam, nesta segunda-feira, 16, a entrega de armas, munições, coletes e outros objetos fornecidos pelo estado. O presidente do Sindicato dos Policiais Civis do Tocantins (Sinpol-TO), Moisemar Marinho, entregou um ofício ao delegado geral, Roger Knewitz, informando a decisão da categoria de acatar a portaria do governo. 

Em comunicado, o comando de greve deixou claro que não concorda com a decisão do estado. Em portaria conjunta publicada na última sexta-feira, 13, os titulares das secretarias de Segurança Pública e Defesa Social ordenaram o retorno dos policiais ao trabalho ou a deposição das armas. 

“A arma é acautelada ao policial civil e ao agente penitenciário no exercício de suas funções. Se esta função não está sendo exercida, por conta de um movimento de insurgência em flagrante desobediência à decisão judicial, não há motivo para o uso de arma, até porque não se tem notícia da existência de algum outro movimento grevista armado, em qualquer unidade da Federação”, afirmou o titular da SSP, César Roberto Simoni de Freitas.

O comando de greve afirmou que a entrega das armas traz "riscos" para a população e classificou a determinação do governo como "uma atitude intimidatória contra os policiais civis". 

Ainda segundo os grevistas, "ao obrigar, sob pena de sanções graves, o policial a entregar suas armas, o Governo se responsabiliza pelo fato de impedir que o Comando de Greve cumpra a execução de 30% dos serviços essenciais durante o protesto, como prevê a Constituição". 

Confusão

Dois servidores ficaram feridos durante a entrega das armas, no prédio da Secretaria de Segurança Pública, em Palmas, no começo da manhã desta terça. Em nota, o governo afirmou que e
nquanto os grevistas "aguardavam a chegada do comandante do Gote (Grupo de Operações Táticas Especiais) para fazer a entrega das armas, houve um disparo acidental que veio a atingir com estilhaços dois funcionários do quadro administrativo, que passavam pelo local". Os dois sofreram escoriações e tiveram que receber atendimento médico. 

Na sequência, houve confusão. Segundo a SSP, os "peritos que compareceram à sede da SSP para realizar a perícia no local foram recebidos com empurrões e agressões verbais por parte do comando de greve, que tentou impedir a realização dos trabalhos". A secretaria afirma que acionou o Ministério Público.

Por causa do episódio, "todos os funcionários do quadro técnico administrativo" da Secretaria de Segurança Pública foram dispensados. O objetivo é evitar que novos incidentes aconteçam. 

De acordo com o estado, a entrega das armas deveria ser realizada na sede do Gote, mas o secretário de Segurança Pública "achou por bem autorizar o recebimento das armas na sede da SSP, a fim de evitar confrontos com os insurgentes". 


Sobre a greve

A greve da Polícia, deflagrada no dia 25 de fevereiro, é um protesto contra a decisão do governador Marcelo Miranda (PMDB) de suspender os efeitos financeiros da Lei 2.851/2014, sancionada em abril do ano passado, que equipara as carreiras dos policiais civis de nível médio aos de nível superior, deixando apenas um nível na corporação.

O governo fez uma proposta na noite da última quinta-feira, 12, os grevistas se comprometeram a encaminhar uma contraproposta, mas até o momento, não há nenhum acordo e a paralisação continua, embora tenha sido declarada ilegal pelo Tribunal de Justiça (TJ) do Tocantins.

 
 

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