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Araguaína-TO, sexta, 22 de novembro de 2019
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Estudo mede qualidade da água em seis mananciais

20/03/2015 17h51 | Atualizado em: 23/03/2015 19h24

Divulgação A análise prevê a intensificação do trabalho de recuperação de nascentes e a fiscalização de lançamentos irregulares. A ação também compõe o Plano de Revitalização do Lago Mais Azul

A Prefeitura de Araguaína quer saber como anda a qualidade da água de nascentes de seis mananciais que banham o Rio Lontra e cortam a cidade. Para isso, coletou amostras nos córregos Neblina, Canindé, Tanque, Lava Pés, Martins Jorge e Água Fria. O monitoramento e análise da água faz parte do Programa de Monitoramento de Mananciais, que compõe o Plano de Revitalização do Lago Mais Azul.

O relatório das amostras está sendo analisado pelo secretário do Planejamento, Meio Ambiente, Ciências e Tecnologia, Bruno Rangel. “Com o resultado do laudo técnico, vamos intensificar o trabalho de recuperação de nascentes e a fiscalização em pontos de lançamentos irregulares nos trechos analisados, assim, vamos proporcionar um aumento na qualidade das águas dos corpos hídricos”, destacou.

Análises

O resultado das análises feitas a partir de um convênio com o Laboratório de Água da Odebrecht Ambiental/Saneatins, concessionária dos serviços de água e esgoto no Município, demonstram que características físico-químicos, como pH, transparência, temperatura, cor, níveis de turbidez (aparência turva) e presença de minerais comuns (ferro, manganês, etc) na água estão dentro das referências normais, conforme o Volume Máximo Permitido (VMP) previsto na resolução 357, do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama).

Segundo o relatório, em todos os córregos analisados, a presença de manganês estava com teor mineral superior às referências do Conama. No Neblina, Martins Jorge e Água Fria o nível de ferro foi considerado superior ao que preconiza a legislação. Tanto o ferro quanto o manganês estão presentes na água em decorrência do tipo de solo da região, mas não apresentam risco à população.

A análise aponta que concentrações de fósforo ultrapassaram o limite estabelecido para a Classe 2 no Córrego Lava Pés. O que pode apontar índices de contaminação por despejo de esgotos, uma vez que o fósforo está presente em materiais de limpeza, como sabão e detergentes.

A quantidade de oxigênio em mg/L foi considerada menor que o permitido nos córregos Lava Pés e Tanque, que pode diminuir a capacidade de autodepuração, processo natural de purificação da água.

Metodologia

A amostragem foi realizada em um prazo de um ano e meio, sendo três análises a cada semestre, uma a cada dois meses, totalizando nove análises. As coletas são realizadas no período da manhã, baseando-se na metodologia orientada pelo Conama, que estabelece níveis que asseguram as condições necessárias à recreação de contato primário, tais como natação, esqui aquático e mergulho.

Com Ascom/Prefeitura

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