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Estado

Cidadania: Movimento LGBT protesta contra deputados na AL-TO

Casa aprovou moção de repúdio a beijo gay em novela da TV Globo

31/03/2015 10h13 | Atualizado em: 01/04/2015 21h52

Fotos: REDE TO Militantes do movimento LGBT protestam contra moção de repúdio a beijo gay em novela

REDAÇÃO


Representantes do movimento LGBT (sigla para lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais e transgêneros) realizaram nesta terça-feira, 31, um protesto na Assembleia Legislativa (AL) contra um requerimento do deputado estadual Eli Borges (PROS). O parlamentar soliticou, na última quinta-feira, 26, uma moção de repúdio ao beijo entre as atrizes Fernanda Montenegro e Nathália Timberg, na novela “Babilônia”, da TV Globo. 

Cerca de 40 pessoas participaram da manifestação, organizada pelas redes sociais. Com cartazes, bandeiras do arco-íris e gritos de guerra, o grupo, que ocupou a galeria da Assembleia, pede a revogação da moção. "Quando a Assembleia repudia uma manifestação de afeto, ela está dizendo que repudia nosso afeto, nosso amor, tudo que vem da gente. Viemos, primeiro, demonstrar nossa indiginação a essa moção preconceituosa, e segundo, dizer que milhares de LGBT morrem todos os anos por causa do preconceito, legitimido por discursos como o do deputado Eli Borges. Infelizmente, essa Casa nao tem trabalhado com nenhuma legislação, com nenhuma politica pública estadual para a proteção dessa população. Muito pelo contrário. Ela está contribuindo, a partir deste requerimento, com a invisilidade de diversos adolescentes que são LGBT e tem vergonha e medo de se assumir", afirmou à REDE TO, Bruna Irineu, uma das organizadores do protesto. 

O deputado Zé Roberto (PT), que votou contra a moção, afirmou que a aprovação do requerimento foi um erro. "
Isso não é assunto da Assembleia. Se continuar assim, daqui a pouco, estaremos aprovando moção contra os negros, quilombolas, flamenguistas. Cada um no Brasil tem o direito de escolha, uma garantia constitucional conquistada com muita luta. Acho que cada deputado tem direito a sua opinião, mas a moção em si foi um equívoco, uma vez que espelha três tipos de preconceitos: a homofobia, o machismo e a discriminação contra o idoso", afirmou o parlamentar.

Autor da proposta, o deputado Eli usou a tribuna para justificar o seu posicionamento. "Eu não tenho nada contra os LGBT. Cada um vive do jeito que quiser. Agora, sou contra expor algo que deveria ficar na intimidade em canais abertos. O deputado Eli Borges é um cidadão decente, extremamento humano. Eu emprego mais de 300 pessoas a cada ano. Mantenho projeto social que atende milhares de pessoas. Já fiz mais de 35 mil atendimentos e nunca perguntei a opção íntima de cada um. Nunca perguntei o sexo, a opção sexual. Eu sempre abri as portas do meu gabinete para atender toda a comunidade", afirmou o deputado. 


Votação

O pedido de Eli foi aprovado com o apoio de 12 deputados. São eles: Eli, Osires Damaso (DEM), Amélio Cayres (SD), José Bonifácio (PR), Mauro Carlesse (PTB), Nilton Franco (PMDB), Eduardo do Dertins (PPS), Valderez Castelo Branco (PP), Rocha Miranda (PMDB), Valdemar Júnior (PSD), Vilmar de Oliveira (SD) e Wanderlei Barbosa (SD). Os deputados Zé Roberto (PT) e Eduardo Siqueira Campos (PTB) foram os únicos que votaram contra a proposta polêmica. Elenil da Penha (PMDB), Olyntho Neto (PSDB) e Paulo Mourão (PT) se abstiveram. Sete parlamentares não participaram da votação: Amália Santana (PT), Cleiton Cardoso (PSL), Junior Evangelista (PRTB), Luana Ribeiro (PR), Ricardo Ayres (PSB), Jorge Frederico (SD) e Toinho Adrade (PSD).


 

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