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Estado

Promotor denuncia 3 pessoas por morte de dentista no Tocantins

Odontólogo foi morto a tiros em março; crime teria sido motivado por ciúmes

05/05/2015 17h22 | Atualizado em: 07/05/2015 21h41

Divulgação Dentista Klébio Pereira Guedes foi morto em março deste ano com três disparos de arma de fogo

REDAÇÃO


Três homens foram denunciados pelo Ministério Público Estadual (MPE) por envolvimento na morte do dentista Klébio Pereira Guedes, em março deste ano, no extremo-norte do Tocantins. Os acusados são Manoel Fabrício Teles Pereira, Antônio Mendes Nonato e Estevão Emílio Castro. A denúncia foi
 encaminhada à Justiça no último dia 28. 

De acordo com as investigações, Klébio foi vítima de uma emboscada e morto após ser sequestrado. O crime, ocorrido no último dia 3 de março, foi motivado por ciúmes. Manoel é apontado no inquérito como mandante do homicídio, Antônio o executor. O assassino teria sido contratado com a ajuda de Estevão, que também participou ativamente do delito. 

Conforme consta na denúncia, Klébio foi sequestrado na casa onde morava, em Augustinópolis. De lá, os criminosos levaram o dentista dentro do carro dele até uma região de mata, próximo ao povoado Transaraguaia, em Araguatins. A vítima foi morta com três disparos de arma de fogo. O corpo dele só foi encontrado nove dias depois, em estado avançado de decomposição, às margens da BR-230. 

Depois do crime, os acusados fugiram levando o carro e o celular da vítima. No dia seguinte ao homicídio, eles venderam o veículo e o aparelho telefônico em Parauapebas (PA). O automóvel foi vendido por R$ 13 mil. 

“Foi uma investigação complexa, por se tratar de crime premeditado, em que os autores procuraram tomar medidas para camuflar a prática delitiva e dificultar o trabalho da polícia, mas tivemos uma atuação exemplar da polícia civil do Tocantins, que contou com a ajuda de policiais do Maranhão e Pará para a realização das investigações”, explicou o promotor do caso, Paulo Sérgio Ferreira de Almeida, que não tem dúvidas do envolvimento dos acusados no homicídio. 

Segundo o inquérito, Manoel mandou matar Klébio porque o dentista teve um caso com a ex-namorada do acusado. Alguns dias antes do crime, a vítima chegou a comentar com amigos que estava recebendo ameaças de morte de Pereira. 

Na denúncia, o Ministério Público pede que os acusados sejam levados ao Tribunal do Júri e que sejam condenados pelos crimes de homicídio duplamente qualificado, formação de quadrilha, furto e ocultação de cadáver.


 

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