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Júri condena acusados de cometer crime brutal em fazenda no Tocantins

10/07/2015 15h44 | Atualizado em: 13/07/2015 10h45

Fotomontagem REDE TO Elieldon Almeida Ferreira e Ismael de Sousa Lino, personagens de um crime bárbaro, foram condenados durante sessão do Tribunal do Júri realizada nesta quarta-feira, 08, em Itacajá, na região nordeste do Tocantins

REDAÇÃO


Funcionários de uma carvoaria acusados de cometer um crime brutal, em Itacajá, na região nordeste do Tocantins, foram condenados pelo Tribunal do Júri, na última quarta-feira, 08. Elieldon Almeida Ferreira e Ismael de Souza Lino respondiam por homicídio qualificado, estupro, ocultação e vilipêndio de cadáver. Os crimes ocorreram em dezembro de 2013. A vítima, Domingos Tavares da Silva, de 25 anos, era colega de trabalho dos réus. 

Elieldon foi condenado a 27 anos e seis meses de reclusão e Ismael a 22 anos e seis meses. De acordo com a denúncia do Ministério Público Estadual (MPE), eles cometeram o crime por motivo fútil, utilizando-se de meio cruel e recurso que impossibilitou a defesa da vítima. 

Além deles, outras quatro pessoas também foram denunciadas e ainda serão julgadas por envolvimento no assassinato.

Relembre

O homicídio ocorreu no dia 29 de dezembro de 2013, próximo ao povoado Donzela, na zona rural de Itacajá, após uma desentendimento da vítima com os acusados durante um jogo de sinuca. Segundo o inquérito, todos estavam alcoolizados. A discussão ocorreu depois que Domingos venceu uma partida, mas se negou a pagar as fichas para os colegas como havia prometido. 

Quando retornavam para a fazenda onde trabalhavam, os seis acusados revidaram as provocações feitas pela vítima depois do jogo. Domingos foi espancado com um pedaço de madeira, levou socos, empurrões, pontapés e caiu desacordado no chão. Os agressores abandonaram o jovem em meio ao matagal. 

Duas horas depois da sessão de espancamento, os acusados retornaram ao local. Mesmo bastante ferido, Domingos havia despertado. A vítima pediu ajuda aos colegas, mas em vez de socorrê-lo, Elieldon e Ismael estupraram o jovem e, depois, o mataram com várias pauladas. No dia seguinte, os suspeitos voltaram a cena do crime e enterraram o corpo.

Dois meses depois, Elieldon e Ivan de Sousa Ribeiro (foto ao lado), que ainda será julgado, foram até a cova de Domingos, e numa completa demonstração de frieza, pegaram o crânio da vítima e fizeram várias fotos. Em algumas das imagens, eles aparecem com um litro de cachaça, brincando com os restos mortais do jovem. Os acusados pretendiam vender a caveira no Maranhão, mas decidiram queimá-la em um dos fornos da carvoaria. 

As investigações sobre o caso tiveram início no dia 11 de fevereiro de 2013, depois que a polícia recebeu uma ligação anônima informando sobre a morte de Domingos e a sessão de tortura da qual ele foi vítima. Quando o delegado Joelberth Nunes de Carvalho começou a apurar o caso, apenas Ivan e Elieldon continuavam trabalhando na carvoaria da fazenda. Após a prisão deles, os outros acusados foram identificados e as circunstâncias do crime esclarecidas. 


 

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