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Educação

Governo do Tocantins anuncia Salão do Livro para setembro e promete concurso para professor indígena no começo de 2016

27/07/2015 18h59 | Atualizado em: 27/07/2015 19h17

Elias Oliveira/Seduc Durante o encontro com a imprensa, o secretário Adão Francisco fala das ações da Seduc para 2015/2016

O secretário de Estado da Educação, Adão Francisco de Oliveira, concedeu entrevista coletiva na manhã desta segunda-feira, 27, para tratar das ações da Seduc no segundo semestre de 2015 e parte do início de 2016. Durante o encontro com a imprensa, realizado na sala de reuniões da Pasta, o secretário abordou cinco importantes pontos que foram planejados visando o desenvolvimento da educação tocantinense.

Entre os focos de ação planejados para a segunda metade deste ano está a realização do Salão do Livro, a retomada das obras nas escolas do Estado, a implantação do projeto de eficiência energética nas unidades da rede estadual, a realização do concurso para professores da educação indígena e o lançamento do processo de instituição da gestão democrática nas escolas, o que envolve a eleição para diretores das unidades educacionais.

De acordo com o secretário, estas ações foram pensadas levando em consideração o momento-chave que o Tocantins vive, precisando ajustar as contas estaduais, ao mesmo tempo em que os investimentos precisam ser retomados. “Estamos em uma encruzilhada e precisamos olhar bem e definir o caminho que devemos seguir. Precisamos, de fato, planejar um processo de desenvolvimento da educação para termos um Tocantins que todos querem e precisam”, destacou.

Desta forma, o primeiro ponto abordado pelo gestor foi a realização do Salão do Livro em 2015. Paralisado durante dois anos, o evento está previsto para o mês de setembro, entre os dias 19 e 27. Na ocasião, foi apresentado aos presentes, o projeto estrutural do Salão que neste ano acontecerá no Centro de Convenções Parque do Povo, em Palmas. “Pensamos em uma estrutura mais modesta, por conta da situação de contingenciamento do Estado e, com a realização no Parque do Povo, devemos economizar até dois terços das despesas”, explicou Adão Francisco. Ao todo, deverão ser investidos cerca de R$ 4,7 milhões no maior evento literário da região da Amazônia Legal.

Já sobre a retomada das obras, foi apresentado durante o encontro com a imprensa um panorama de construções, reformas e ampliações de unidades educacionais da rede estadual de ensino, entre os anos de 2015 e 2016. Ao todo, está prevista a retomada de 30 importantes obras – 12 reformas, cinco obras de construção reiniciadas e outras 13 obras que serão retomadas em breve.

Em paralelo com o retorno das obras nas escolas, o secretário apresentou ainda um projeto de eficiência energética, que deverá possibilitar uma grande economia em energia elétrica nas unidades e maior conforto para os estudantes dentro e fora das salas de aula. Compõem o projeto, ações como a instalação de placas fotovoltaicas nas unidades escolares, a colocação de uma manta térmica (que dificulta a transferência de calor) entre o forro das escolas e o teto e a implantação de projetos paisagísticos nas escolas. “Este último ponto é poucas vezes levado em consideração, mas é muito importante. Nossas escolas retém muito calor por conta do uso excessivo do concreto. Queremos substituir isso por árvores, gramados e criar espaços de convivência para os nossos estudantes”, destacou o secretário.

Eleição de diretores e concurso

O secretário afirmou que a gestão democrática das escolas da rede estadual deve ser efetivamente implantada em 2016. Atualmente, as diretrizes para a escolha dos diretores das escolas estão sendo finalizadas por uma comissão interinstitucional e o processo seletivo deverá começar ainda no segundo semestre deste ano. “A nossa intenção é promover uma seleção sistemática dos candidatos a diretor das escolas. Queremos inferir os conhecimentos deles quanto a gestão escolar como um todo. Após isso, a comunidade escolar elegerá um novo diretor a partir de uma lista tríplice e o selecionado deverá, ainda, passar por um processo intensivo de formação”, pontuou Oliveira.

Parte da política de fortalecimento educacional para comunidades em vulnerabilidade social, a educação indígena também foi foco das ações da Seduc. O concurso para professores indígenas, que deverá conter itens específicos para este público em especial, está em fase de planejamento e deverá acontecer no começo do ano que vem. A meta, conforme o secretário Adão Francisco, é chegar a um total de 150 profissionais que lecionarão nas aldeias tocantinenses.

 

Com Ascom/Seduc-TO

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