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De Tudo, um Pouco

Reflexões sobre o silicone

04/02/2016 10h41 | Atualizado em: 04/02/2016 11h03

Divulgação "Desde que lançados e permitidos na prática médica, a procura por um silicone bem colocado no lugar certo, aumentou estatisticamente mais que a procura pelo companheiro certo!"

Como médico sempre serei a favor de novas técnicas cirúrgicas e novas modalidades de terapia, tanto na medicina preventiva, curativa ou estética. Acredito que o que venha para nos torna mais saudáveis e felizes, sempre será válido, e a medicina mundial se empenha para favorecer isto, mesmo diante de tantos retrocessos na humanidade, como fanatismos e guerras!

Em particular, a estética e a cirurgia plástica, tiveram grandes avanços nos últimos anos, e neste quesito, os cirurgiões plásticos brasileiros são tidos como excelentes por todo o mundo, com grandes expressões como o Dr Ivo Pitanguy, membro da Academia Brasileira de Medicina e da Academia Brasileira de Letras.

Contudo, em tudo devemos ter critérios e bom senso! Aliás a medicina é feita de trinta por cento de conhecimento; trinta por cento de bom senso; trinta por cento de saber colocar os outros sessenta por cento na hora certa e em seu lugar, e os dez por cento que sobram, ficam por conta da resposta de seu paciente a seu tratamento específico.

Não obstante, na estética, mexemos com o sub-consciente e com a projeção de vida das pessoas, o que torna o bom senso algo muito difícil de atingir, pois o profissional médico sabe das limitações técnicas de determinada cirurgia plástica e o que alcançar com elas, enquanto o paciente deseja algo imaginário, na tentativa de transformá-lo em um protótipo modelo o qual, muitas vezes, nunca alcançará! Esta é a principal dificuldade do bom profissional responsável, fazer entender que nem tudo se consegue conforme desejamos em nossas mentes, e não levar ao engano de resultados o seu cliente.

Na preocupação de se tornarem mais belos, homens e mulheres, procuram pela perfeição estética, e deste modo, os silicones estão em voga! Desde que lançados e permitidos na prática médica, a procura por um silicone bem colocado no lugar certo, aumentou estatisticamente mais que a procura pelo companheiro certo! Mais importante se tornou ter um corpo escultural do que ter o parceiro que admire as gorduras e as celulites! Peito caído? jamais!...e o pior é que os homens, mesmo sendo exigentes, não se aborrecem por alguns detalhes que para elas parece ser o fim do mundo! Para quem elas se mostram?

Quando ainda morava no Rio, conheci duas instrumentadoras cirúrgicas que trabalhavam com um determinado e bom cirurgião plástico, e que por insistência, o convenceram de colocar próteses de bumbum. Estas moças, que já estavam solteiras a muitos anos, preocupadas com a necessidade de se tornarem mais interessantes, colocaram tanto silicone nas nádegas, que servia também de proteção para quedas sentadas! Uma delas, em uma determinada rua do Rio, indo em direção ao seu trabalho, caiu da moto sentada no asfalto, e como a rua era em ladeira, ela saiu quicando de bunda pelo efeito amortecedor do silicone, parecendo quando jogamos um pedra plana sobre um leito de um lago e ela sai pulando, até chegar na porta do hospital onde se dirigia e simplesmente se levantou e bateu a poeira sem mostrar nenhum ferimento grave! Pude então perceber que o silicone de peito e bundas serve também como airbag.

Tive uma namorada cuja prima, muito linda e sem necessidade de retoques, convenceu o marido de fazer uma recauchutagem geral, trocando os pneus abdominais, peitos e bunda, e colocando o equivalente a uns 5000 ml de silicone pelo corpo! Ficou mais linda, mas a mudança foi tanta, que nem o marido a reconheceu, e ele passou a reclamar que para conseguir se aproximar e dar um beijo, precisava a encostar na parede e fazendo força contrária aos peitos, alcançar sua boca.

Comecei a deduzir que as secretarias de segurança pública deveriam estimular a colocação de silicones nas mulheres, como atributo de defesa contra investidas violentas. Já imaginou se em um baile, uma turbinada nos peitos der uma peitada em um mal-educado que insisti em dançar com ela. É capaz de jogar o moço nas caixas de som e sair ilesa do ocorrido.

Também para evitarmos as trocas de volumes progressivos de silicones, o que é comum para quem adere à moda, poderíamos lançar um modelo com birros para encher de ar, semelhantes as câmeras de ar de pneus. Assim, elas poderiam parar nos postos de gasolina e enquanto abasteciam seus carros, calibrariam também seus silicones. Estranho seria a cena do frentista perguntando a moça: "A Sra deseja quanto?..." e ela responder: " coloque cem reais de gasolina e calibre trinta libras de ar meu bumbum!..." A vantagem é que ainda Dilma Rousseff não conseguiu colocar um imposto no ar, então a jovem conseguirá calibrar seu bumbum, mas talvez vá a pé para casa por falta de gasolina, este insumo que o brasileiro sabe o quanto custa, e que se somado o gasto de um ano inteiro, sai mais caro que uma cirurgia plástica.

Tomemos o impulso de respeitar o desejo de cada um e suas características pessoais, assim como as mudanças do mundo moderno, e que não deixemos que estas mudanças dificultem os entrelaces matrimoniais, como ocorrera com a prima da minha ex-namorada.
 

Por Nelson Ferreira

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