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Esportes

Ciclistas superam calor intenso e cansaço durante expedição

12/02/2016 19h40 | Atualizado em: 12/02/2016 19h55

Divulgação/Social Pedal Clube O sol forte já às 8 horas da manhã da sexta-feira, 5, não amedrontou o grupo, quando deixou a Pousada Águas do Jalapão, em Ponte Alta do Tocantins

Superação. A palavra para descrever o a 4ª edição do Jalapão Mountain Bike Tour não pode ser outra. Entre os dias 5 e 9 de fevereiro, ciclistas de todas as regiões do Brasil enfrentaram temperaturas escaldantes de até 49 graus para vencer os desafios lançados a si mesmos de conhecer o Jalapão e percorrer o trajeto entre os atrativos turísticos de bicicleta. O sol forte já às 8 horas da manhã da sexta-feira, 5, não amedrontou o grupo, quando deixou a Pousada Águas do Jalapão, em Ponte Alta do Tocantins. Pela frente, a certeza de que teriam quatro dias de aventura, emoção e desafios pelas estradas da região.

Diferente das edições anteriores, quando boa parte do percurso era feito debaixo de muita chuva, a edição 2016 aconteceu exclusivamente sob sol intenso. Isso aumentou o grau de desafio, já que além da sensação térmica sempre alta, os ciclistas enfrentaram uma quantidade ainda maior de bancos de areia. Nada que desanimasse os atletas, principalmente pela certeza de que a recompensa viria em forma de verdadeiros oásis de águas transparentes, dunas douradas e cachoeiras.

Organizador da expedição, Edésio Tolentino, do Social Pedal Clube, descreve como “guerreiros” os participantes desta edição. “De todas as expedições que realizamos, essa, sem sombra de dúvidas, foi a mais intensa. Foi realmente impressionante ver essas pessoas, muitas delas vindas de estados onde predominam temperaturas baixas, como o Rio Grande do Sul, chegarem aqui e superarem os seus limites físicos e emocionais. Ouvir os relatos de suas conquistas pessoais nesse pedal é realmente muito gratificante”, conta.

A superação também foi a palavra-chave da mineira Raquel Oliveira ao deixar sua casa rumo ao Tocantins. “Essa viagem para mim era muito importante, porque eu teria a capacidade de me conhecer de verdade e superar meus desafios físicos e, mais importantes, interiores. Posso dizer com sinceridade que toda expectativa que eu tinha foi surpreendentemente alcançada. Nenhum 'perrengue' tirou o brilho dessa viagem. O que eu guardei de tudo foi o céu cheio de estrelas que em Belo Horizonte não se vê mais, vagalumes, rios e cachoeiras de belezas indescritíveis, um cerrado deslumbrante, inesquecível, o por do sol com as risadas de cada um, meu choro solitário no caminho”.

Rota do pedal

Os pontos de apoio estruturados a cada 15 km do percurso amenizavam a sensação de cansaço e calor provocados pelo pedal e sol intensos. Mas já no primeiro trecho percorrido, o Cânion Suçuapara premiou os atletas com seu visual e águas puras que escorrem por enormes paredões, vindas das nascentes que contornam as rochas. O cânion deu a certeza de que valeria a pena o esforço e aumentou a expectativa de chegar a um novo atrativo para ver novamente recompensado o empenho da longa pedalada.

Na próxima parada, o Rio Vermelho, foi possível recuperar as energias e seguir o roteiro até a Fazenda Triago, ponto de apoio e camping. Na manhã seguinte, a visita à Cachoeira da Velha e à Prainha foram o impulso para a retomada do pedal até a cidade de Mateiros. O domingo foi de descanso para os atletas e o ponto alto foi a contemplação do por do sol nas dunas, um majestoso cenário formado por areias finas, em tons dourados e alaranjados, de até 40 metros de altura.

No penúltimo dia da expedição, o grupo seguiu até o Povoado Mumbuca – comunidade quilombola responsável pela difusão do artesanato em capim dourado. Lá, foram recebidos ao estilo dos moradores, como música e interação. Resultado: muita emoção e mais um elemento para validar o esforço das horas pedaladas em meio a tanta areia e suor.

Seguindo o roteiro, o grupo partiu para a Cachoeira do Formiga, onde pode contemplar outro atrativo singular. Nas águas cristalinas e em tom esmeralda eles não só se refrescaram, mas repuseram a energia, se preparando para o rafting no Rio Novo.

Para fechar a expedição, na terça-feira o destino escolhido foi um dos muitos fervedouros - grandes poços de água azul transparente, nascentes de rios subterrâneos que estão presentes às dezenas no Jalapão. Mesmo com todos os argumentos científicos, é impossível não se maravilhar e indagar sobre o “mistério” que impede que uma pessoa afunde nessas águas.

Rayanne Telles veio de contagem, região metropolitana de Belo Horizonte (MG) e volta para casa encantada com o que viu ao longo do trajeto do Jalapão Mountain Bike Tour. “Estou impressionada, é indescritível. A expedição é incrível e o Jalapão... é até difícil a gente descrever. Jalapão tem que ser vivido, não pode ser descrito. É único e desafia”. 

 

Da Ascom

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