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Estado

OAB cobra rigor na apuração de agressão sofrida por advogada no TO; governador diz que não vai deixar passar em branco o episódio

29/02/2016 18h14 | Atualizado em: 02/03/2016 16h05

Divulgação A advogada Iara Maria Alencar, de 63 anos, foi agredida, no último sábado, 27, enquanto prestava atendimento a um menor infrator, em Paraíso do Tocantins

REDAÇÃO
 

O presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil, Claudio Lamachia, cobrou, nesta segunda-feira, 29, do governador Marcelo Miranda (PMDB), a apuração rigorosa do caso de agressão a uma advogada, em Paraíso do Tocantins, no último fim de semana. A cobrança foi feita durante uma reunião, no Palácio Araguaia, que contou com a presença do chefe do Executivo, da profissional agredida e de outros advogaados, eles o presidente da OAB no estado, Walter Ohofugi.

A agressão que motivou a visita do presidente nacional da OAB aconteceu na noite de sábado, 27. A advogada Iara Maria Alencar, de 63 anos, foi agredida pelo policial civil Marcio Parrião enquanto prestava atendimento a um adolescente infrator. Segundo ela, o agente a xingou com palavras de baixo calão, a arrastou no chão e lhe apontou uma arma ameaçando dispará-la. A mulher ficou com hematomas no braço direito.

“Confesso que fiquei perplexo. Com agressões físicas e verbais eu não concordo. Quero que o senhor, presidente Claudio Lamachia, e o senhor, Walter Ohofugi, saibam que nós vamos solucionar esse caso. O governo não vai deixar em branco esse episódio”, afirmou o governador.

Lamachia classificou a agressão como um ato covarde e disse não há nada que Iara possa ter dito ou feito que justifique o que ocorreu no sábado à noite. “Por mais que a advogada tenha exagerado ou falado algo, e aqui não estou dizendo que fez, não tem nada no mundo que justifica o uso de xingamentos, a violência física ou o revólver apontado para ela. Governador, apure isso através do seu gabinete. A situação ultrapassou toda as fronteiras do trabalho da autoridade policial de forma definitiva. Isso é uma situação lamentável e que precisa de contundente resposta. Episódio isolado como esse podem denegrir um governo que seja sério”, declarou o presidente da OAB.

Iara relatou que essa foi a primeira vez que foi agredida no exercício da profissão. “Tenho 63 anos de idade e 40 anos de profissão. Nunca foi agredida dessa forma exercendo minha profissão. Para mim, esse profissional não está habilitado a trabalhar na Polícia Civil”, argumentou. 

Durante a reunião, o subsecretário da Segurança Pública, Abizair Antônio Paniago, que, atualmente, responde pela pasta, reconheceu que o fato “é grave” e destacou que a SSP “vai colocar as coisas no seu devido lugar”. “Para nós o que interessa é a apuração. Hoje pela manhã já fiz reunião com o delegado-geral, corregedoria e diretor de Polícia. Determinei a oitiva do agente (acusado de agressão) e foi instaurado o procedimento administrativo. O que ocorreu não faz parte da nossa postura. Jamais tratei algum advogado mal. Quem manda na Polícia Civil é o povo. Não concordamos, não aceitamos qualquer tipo de ação que viole direito consagrado da sociedade. Todas as providências serão tomadas”, garantiu.


 

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