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Estado

Presidente e servidores do Ruraltins são suspeitos de desviar cestas de alimentos; PF diz que 95 autoridades seriam presenteadas

07/04/2016 17h47 | Atualizado em: 09/04/2016 21h09

Divulgação Presidente do Instituto de Desenvolvimento Rural do Tocantins, Pedro Dias Correa da Silva, teria desvia cestas de programa do governo federal com o objetivo de se promover

REDAÇÃO


O presidente do Instituto de Desenvolvimento Rural do Tocantins, Pedro Dias Correa da Silva, e mais oito funcionários do Ruraltins foram conduzidos, nesta quinta-feira, 07, à sede da Polícia Federal, em Palmas, para prestar depoimento. Os servidores são suspeitos de desviar cestas de alimentos. 

De acordo com a PF, os produtos desviados fazem parte do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), do governo federal. As investigações apontam que o Ruraltins adquiriu cestas de agricultores familiares e, ao invés de destiná-las a entidades sociais, entregou para autoridades do estado. 

A aquisição dos alimentos é feita com recursos do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) e do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA).

O delegado Júlio Fujiki 
afirma que 95 cestas foram desviadas e destas, 24 chegaram a ser entregues. Cada uma delas continha cinco produtos: queijo, geleia, paçoca, biscoito e farinha de mandioca. 

A polícia apreendeu notas fiscais referentes a compra dos alimentos. A documentação mostra que os produtos foram adquiridos de agricultores de Peixe e Nova Rosalândia. 

Fujiki acredita que os destinatários das cestas não sabiam da origem criminosa delas. Para o delegado, a intenção de Pedro Dias com a entrega dos alimentos era se promover. Junto com as cestas, o presidente do Ruraltins entregava um cartão com a seguinte mensagem: 
"nossos sincerros agradecimentos pela parceria que nos ajuda a construir 'o novo' na organização dos homens e mulheres que habitam e trabalham no campo".

Segundo a PF, os funcionários do instituto podem responder por crime de peculato, que é quando o servidor público desvia dinheiro, valor ou qualquer outro bem, de que tem a posse em razão do cargo. A pena é de dois a 12 anos de reclusão, além de multa. 


 

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