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Saiba quem é o coronel Ustra, homenageado por Bolsonaro em votação do impeachment

19/04/2016 20h48 | Atualizado em: 19/04/2016 20h52

Wilson Dias/Agência Brasil Em 2008, o coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra tornou-se o primeiro militar a ser reconhecido, pela Justiça, como torturador durante a ditadura

O deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ) gerou polêmica neste domingo (17) durante votação pelo prosseguimento do processo de impeachment contra Dilma Rousseff na Câmara dos Deputados. No momento em que foi chamado ao microfone, Bolsonaro declarou seu voto favoravelmente ao afastamento da presidenta “em memória do coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra”.

O militar lembrado pelo parlamentar foi chefe comandante do Destacamento de Operações Internas (DOI-Codi) de São Paulo no período de 1970 a 1974. Em 2008, tornou-se o primeiro militar a ser reconhecido, pela Justiça, como torturador durante a ditadura.

Saiba mais sobre a história do coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra:

Ustra foi acusado pelo Ministério Público Federal por envolvimento em crimes como o assassinato do militante comunista Carlos Nicolau Danielli, sequestrado e torturado nas dependências do órgão.

Em 2008, tornou-se o primeiro militar a ser reconhecido, pela Justiça, como torturador durante a ditadura. Em maio de 2013, ele compareceu à sessão da Comissão Nacional da Verdade. Apesar do habeas corpus que lhe permitia ficar em silêncio, Ustra respondeu a algumas perguntas. Na oportunidade, negou que tivesse cometido qualquer crime durante seu período no comando do DOI-Codi paulista. Disse também que recebeu ordens de seus superiores no Exército para fazer o que foi feito, e que suas ações à frente do órgão tinham como objetivo o combate ao terrorismo.

Em audiência pública da Comissão Nacional da Verdade em Brasília, o coronel reformado Carlos Alberto Brilhante Ustra afirmou que os militares que participaram da ditadura militar no Brasil "defendiam a democracia".

 


Em abril de 2015, a ministra do Supremo Tribunal Federal (STF), Rosa Weber, suspendeu uma das ações penais contra Ustra, que tramitava na Justiça Federal em São Paulo. Atendendo pedido feito pela defesa do militar, a ministra disse, na decisão, que suspendeu a ação, pois era necessário aguardar o julgamento da Lei de Anistia, pela própria Corte.

O militar morreu em 15 de outubro de 2015 no Hospital Santa Helena, em Brasília. Ele tratava de um câncer.

 

Do Portal EBC

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