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Araguaína-TO, quarta, 27 de janeiro de 2021
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Após bloqueio de bens, Aliança Online tem loja saqueada em Palmas

Empresa é acusada de aplicar golpe conhecido como "pirâmide financeira"

05/05/2016 21h29 | Atualizado em: 06/05/2016 21h57

Reprodução/WhatsApp Cerca de 70 pessoas centenas de pessoas participaram do ataque ao estabelecimento, localizado na Quadra 104 Sul, no centro de Palmas

REDAÇÃO


Uma loja de eletrodomésticos ligada à empresa Aliança Online foi saqueada na noite desta quinta-feira, 05, em Palmas. O estabelecimento, localizado na Quadra 104 Sul, no centro da capital, foi invadidado por cerca de 70 pessoas. O ataque foi organizado através do WhatsApp.

De acordo com testemunhas, o grupo quebrou os vidros da loja e, em seguida, usou um carro para puxar as grades de proteção do prédio. Na sequência, os suspeitos passaram a saquear o estabelecimento. Vários eletrodomésticos como geladeiras, televisores, máquinas de lavar e micro-ondas foram furtados.

A Polícia Militar foi acionada e informou que conseguiu recuperar, nas
 proximidades da loja e em um terreno baldio, parte dos produtos. Por enquanto, nenhuma das pessoas envolvidas no ataque foi presa. O grupo fugiu antes da chegada da PM ao local. Caso sejam detidos, os saqueadores poderão responder por furto e dano patrimonial. 

"Pirâmide financeira"

O ataque acontece dois dias depois de o juiz Pedro Nelson Coutinho, da 3ª Vara Cível de Palmas, bloquear R$ 300 milhões das contas bancárias das empresas ligadas a Aliança Online e ao seu administrador, Ricardo Dantas de Macedo. O Ministério Público Estadual acusa Dantas de aplicar um golpe conhecido como "pirâmide financeira". 


Conforme apurado pela REDE TO, as pessoas que saquearam a loja nesta quinta se dizem vítimas dessa "pirâmide". Elas investiram dinheiro na Aliança Online e ficaram no prejuízo. A empresa investigada pelo MPE funciona no prédio invadido e atua em todo o país através da internet.

O bloqueio de bens da Aliança foi solicitado pela promotora de Justiça Katia Chaves Gallieta. Ela afirma que começou a investigar o caso depois de receber relatos de pessoas que investiram dinheiro na empresa e não tiveram o retorno financeiro propagandeado por Dantas.

Segundo a promotora, as vítimas compravam cotas oferecidas pela Aliança sob a promessa de serem recompensadas pelo investimento. Gallieta cita o caso de um cliente que adquiriu uma franquia da empresa no valor de R$ 1 mil. Ele foi informado que o ganho era de R$ 84 por dia, mas o montante foi caindo ao longo do tempo e, hoje, é de apenas R$ 21. 

Para a representante do MPE, a comercialização de produtos, como a que era realizada pela Aliança, faz parte da estratégia para conquistar mais investidores. “Nas pirâmides financeiras, a venda do produto ou serviço é apenas uma forma de mascarar o golpe, enquanto o foco é o recrutamento de novos investidores. Forma-se, então, uma pirâmide e não importa quantas pessoas ingressem, as pessoas da base sempre sofrerão prejuízos porque, quando não for possível trazer mais pessoas para o esquema, o negócio desmorona”, explicou a promotora. 

Além do bloqueio de R$ 300 milhões, a Justiça determinou que a Aliança Online apresente, em até cinco dias, a relação de todos os franqueados, valores recebidos, faturamento com a venda de produtos e franquias oferecidas. A Receita Federal, por sua vez, deverá encaminhar cópias das declarações de bens das empresas

 

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