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Estado

Programa ajuda tocantinenses a superar pobreza e a dar a volta por cima

24/06/2016 17h47 | Atualizado em: 24/06/2016 21h11

Divulgação/Leandro Pinheiro Neuza Ferreira, de assistida pelo programa Bolsa Família à assistente social

Histórias como a de Neuza Ferreira da Silva Nascimento, de Palmas, e a de Claúdio Henrique Fernandes, de Araguaína, que venceram a pobreza com ajuda do maior programa de transferência direta de renda, o Programa Bolsa Família (PBF), contam com orgulho sobre a melhoria da qualidade de vida e derrubam os mitos de ser apenas assistencialista.

O PBF do Governo Federal, monitorado pelo Ministério Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), gerido pela Secretaria do Trabalho e da Assistência Social (Setas), completou 12 anos de existência e tem beneficiado milhares de famílias tocantinenses. Por vincular o acesso a uma série de serviços e benefícios, ele é a porta de entrada para o sistema de proteção social, atuando como protagonista na melhoria na qualidade de vida dos usuários.

Para a secretária da Setas, Patrícia Amaral, o Programa possui três eixos estratégico. ”A transferência de renda - promove o alivio imediato da pobreza; as condicionalidades - reforçam o acesso a direitos sociais básicos nas áreas de educação; saúde e assistência social e, as ações e programas complementares, objetivam o desenvolvimento das famílias, de modo que os beneficiários consigam superar a situação de vulnerabilidade”, explicou.

De assistida à assistente social

Essa é a história de Neuza Ferreira da Silva Nascimento, 41 anos, casada e mãe de duas filhas. Ela que passou por diversas dificuldades financeiras, viveu em situação de extrema pobreza conta que entrou para PBF para conseguir uma renda para sobreviver. Hoje, ela é apontada como exemplo de ex-beneficiária e se emociona ao contar sua trajetória de vida.

“Há 15 anos, eu e o meu marido deixamos nossa cidade natal, Recursolândia, localizada a 320kmde Palmas, onde viemos morar.

Desempregados e sem qualificação profissional era difícil conseguir um emprego e, como pais, tínhamos a missão de criar nossas filhas. Entrei para o programa em 2004 e com ele pagávamos parte das despesas do supermercado e os vales transportes. Nessa época, retornei aos estudos e concluí o ensino médio. Fiz cursos de qualificação e consegui um emprego com uma boa renda mensal. Deixei o PBF e decidi voar mais alto e conquistar meu diploma de curso superior”, resume ela.

Hoje Neuza é formada em Serviço Social e trabalha como Técnica da Educação Infantil, na Secretaria Municipal do Desenvolvimento Social (Sedes), de Palmas, e sempre que pode ministra palestras para outros beneficiários do programa, orientando-os sobre qual a melhor maneira de utilizar esse recurso para mudança de vida. Ela acredita que nada acontece por acaso.

“Meu caso não é diferente de outras histórias de milhares de pessoas que vivem ou viveram na situação de extrema pobreza a espera um milagre. Talvez tivéssemos que passar por tudo isso para valorizar mais a vida, porque só através de esforço, que a vida é capaz de te recompensar”, relatou.

De beneficiário a servidor público

Foi caminhando no seu próprio ritmo que Claudio Henrique Fernandes, 26 anos, casado, e pai de uma filha conseguiu mudar de vida. Na infância, conta que inúmeras foram às dificuldades enfrentadas pela família, mas graças ao esforço de seus pais nunca chegaram a passar fome.

“Com 14 anos, mudei para Palmas para poder continuar estudando, devido àuma greve escolar no Maranhão. Nessa época, eu estava incluído dentro do Cadastro Único da minha mãe, e o dinheiro do PBF serviu de alicerce para comprar materiais escolares e alguns alimentos”, disse.

Ele conta que ainda muito jovem ajudava seu tio nas vendas de ruas, e mesmo com todas as dificuldades dodia a dia,acreditava que dedicando aos estudos mudaria de vida.

“Em 2008, consegui um trabalho, deixei o benefício e fui morar sozinho. Eu trabalhava e estudava para concursos. No ano de 2012 realizei meu sonho e fui aprovado no Concurso Público do Quadro Geral do Estado do Tocantins, para o cargo de assistente administrativo”, relatou Claudio.Felicidade é a palavra que define o momento atual dos ex-bolsistas.

Tornar-se servidor público trouxe estabilidade e bem-estar para a família. “Sempre soube que os estudos possibilitariam a realização dos meus ideais. Hoje eu não preciso do benefício e aconselho outros usuários a trilharem o caminho dos estudos e da qualificação profissional, assim poderão ter uma mudança significativa em suas vidas”, disse o servidor público. 

 

Da Secom/Governo do TO

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