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Laudo do IML desmente suspeitos e aponta que jornalista foi morto

19/09/2016 15h46 | Atualizado em: 20/09/2016 21h12

Foto 1: Reprodução/Facebook; Foto 2: Fotomontagem REDE TO O laudo necroscópico aponta que Mateus Júnior, como era conhecido, apresentava uma lesão no pescoço provavelmente causada por um pedaço de pano

REDAÇÃO


Foi divulgado, nesta segunda-feira, 19, o laudo do Instituto Médico Legal sobre a morte do jornalista Francisco Mateus da Silva Júnior, de 37 anos.  De acordo com a Secretaria de Segurança Pública, o documento do IML revela que ele morreu por enforcamento. O corpo da vítima foi localizado, na noite de 7 de setembro, em uma estrada vicinal perto da cidade de Lajeado, na região central do Tocantins.

O laudo necroscópico aponta que Mateus Júnior, como era conhecido, apresentava uma lesão no pescoço provavelmente causada por um pedaço de pano. O exame desmonta a versão apresentada pelos suspeitos de que o jornalista teria morrido em razão de uma crise asmática.

De acordo com a SSP, o inquérito sobre o caso deve ser concluído ainda esta semana. O laudo com as causas da morte foi anexado às investigações, conduzidas pela Delegacia Especialzada em Investigações Criminais (Deic). 

Prisões

Quatro pessoas, a maioria delas com passagens pela polícia, foram presas suspeitas de envolvimento com a morte de Mateus Júnior: Bráulio Breendon Gonçalves Alencar (24 anos), Diego Rodrigues dos Santos (20) e Thiago Cruz Alencar (24) e Jackelyne Cleia Araújo Dutra (19). Um quinto suspeito, Ronivan Pereira da Silva (20), permanece foragido.

O crime

Conforme as investigações, na noite de 2 de setembro, os suspeitos encontraram com Mateus Júnior em um bar na Quadra 303 Norte. Os jovens disseram que foram convidados para ir até a casa do jornalista, na Quadra 306 Sul, onde foi realizada uma festa regada a drogas e bebidas alcoólicas.

Os jovens relataram que ao perceberem o padrão de vida de Mateus Júnior, decidiram roubá-lo. Primeiro, os suspeitos amordaçaram o jornalista e, depois, o trancaram em um quarto. A vítima foi agredida quando tentou se soltar. Com o dono da casa mantido em cárcere, os jovens passaram a revirar a residência em busca de bens e objetos de valor. 

Os criminosos fugiram levando o carro de Mateus Júnior, uma televisão de LED, roupas e produtos alimentícios. “Chegaram a fazer um churrasco com parte da carne roubada na residência”, declarou Vinícius Mendes, um dos delegados do caso.

Os suspeitos afirmam que, após roubar a casa, colocaram o jornalista no porta-malas do veículo. Eles negam que tenham torturado a vítima. Segundo a versão apresentada pelos jovens, o comunicador morreu após ter uma crise de asma. Quando viram que o homem estava morto, eles decidiram deixar o corpo em uma estrada na zona rural de Lajeado. 

Desaparecimento


Mateus estava desaparecido desde a madrugada de 03 de setembro. A última vez em que ele tinha sido visto foi no bar onde supostamente encontrou com os suspeitos. Na manhã seguinte, a empregada, ao notar o sumiço do jornalista, chamou a polícia. A casa estava aberta e revirada; a piscina ligada. O carro não estava na residência. Copos quebrados e latas de cerveja vazias indicavam a realização de uma festa no local. 

Imediatamente, o sumiço de Mateus Júnior ganhou as redes sociais. Amigos dele usaram a internet para divulgar o desaparecimento do jornalista. Não demorou até que as publicações sobre o caso fossem compartilhadas centenas de vezes. 

No dia 6, o carro de Mateus Júnior foi localizado próximo a rodoviária de Porangatu, no norte de Goiás. A polícia informou que não havia vestígios de sangue no veículo. Pessoas ligadas aos suspeitos abandonaram o automóvel no estado vizinho com o objetivo de atrapalhar as investigações. 

Enterro

Natural de Itaporanga (PB), Mateus Júnior foi secretário estadual de Comunicação, diretor de comunicação da Assembleia Legislativa e da Câmara de Vereadores de Palmas e, atualmente, trabalhava como chefe da assessoria de comunicação Federação da Agricultura do Tocantins (FAET). 
O velório do jornalista foi realizado na AL, em Palmas, e o enterro, em Itaporanga. 

 

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