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Araguaína-TO, quinta, 26 de novembro de 2020
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Estado

Armas utilizadas em caça predatória são apreendidas no TO

Suspeitos foram denunciados após publicação de fotos em redes sociais

10/11/2016 21h50 | Atualizado em: 10/11/2016 23h58

Divulgação Espingardas e farta munição foram apreendidas em uma fazenda, na zona rural de Pium

Policiais Civis da Delegacia Estadual do Meio Ambiente (Dema) comandados pelo delegado Vinícius Mendes de Oliveira deflagraram, na manhã desta quarta-feira, 9, em Pium, na região centro-oeste do Tocantins, uma operação de combate a caça predatória, que resultou na apreensão de duas armas de fogo, grande quantidade de munição, bem como 75kg de carne de animais silvestres abatidos sem autorização.

Conforme o delegado Vinícius, no final do mês de setembro de 2016, o Ministério Público do Estado do Tocantins (MPE) encaminhou a Dema, algumas fotos extraídas de redes sociais, mostrando três pessoas praticando a caça predatória de jacarés, emas, cobras e veados, todos animais da fauna silvestre.

A partir destas informações os policiais da Delegacia Especializada deram início às investigações, que apontaram três jovens como os principais suspeitos pelo crime. Os indivíduos foram ouvidos pela autoridade policial, mas não apresentaram as armas, que teriam sido utilizadas para a prática do crime.

Diante disso, o delegado responsável pela Dema representou, junto ao Poder Judiciário, por um mandado de busca e apreensão na fazenda onde a caça predatória teria ocorrido e, após o deferimento da medida pelo juiz da comarca de Pium, Jorge Amâncio de Oliveira, na manhã desta quarta-feira, policiais civis cumpriram a referida medida judicial.

Na sede da fazenda, os policiais civis localizaram duas armas, sendo uma espingarda calibre 12 e um rifle calibre 22, bem como farta munição. 

Em continuidade às buscas, os agentes localizaram e apreenderam, em um freezer da fazenda, aproximadamente de 75 Kg de carne de caça já abatidos, provavelmente carne de veado e anta. Os agentes também encontraram, às margens de um rio que corta a propriedade, várias carcaças de animais silvestres.

Ainda segundo o delegado, há fortes indícios de que a propriedade rural vinha sendo utilizada para a prática de caça ilegal. “Pela quantidade e pluralidade de munições encontradas, os apetrechos apreendidos, bem como a quantidade de carne refrigerada acredita-se que no local sejam corriqueiras a prática da caça predatória de animais silvestres”, ressaltou o delegado.

Diante das evidências, os três jovens foram indiciados e responderão processo por caçar espécime da fauna silvestre sem a devida licença competente e porte ilegal de arma de fogo.

 

Com Secom/Governo do TO

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