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Estado

Tocantins tem governador, senadora, deputados e prefeitos delatados

11/04/2017 22h41 | Atualizado em: 17/04/2017 18h40

Divulgação O governador do Tocantins, Marcelo Miranda, e a senadora Kátia Abreu, ambos do PMDB, estão entre os políticos delatados por ex-executivos da Odebrecht

REDAÇÃO


A lista divulgada nesta terça-feira, 11, pelo ministro do Supremo Tribunal Federal Edson Fachin traz os nomes de pelo menos 12 políticos do Tocantins que foram citados nas delações de ex-executivos da Odebrecht, no âmbito da operação Lava Jato. Investigada naquele que é considerado o maior escândalo de corrupção da história do Brasil, a empreiteira pagava propinas em troca de benefícios. 

Na lista apresentada por Fachin, constam os nomes da senadora Kátia Abreu
 (PMDB) e do filho dela, deputado federal Irajá Abreu (PSD). O ministro atendeu ao pedido do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, e autorizou a abertura de investigação contra ambos no STF. 

Outro que aparece na relação é o governador Marcelo Miranda (PMDB). No caso dele, o pedido de abertura de inquérito é encaminhado ao Superior Tribunal de Justiça. Responsável por julgar governadores, o 
tribunal tem o papel de decidir se leva adiante o processo contra o chefe do Executivo tocantinense. 

Fachin enviou ao Tribunal Regional Federal da 1ª Região as delações que mencionam o ex-governador Siqueira Campos (sem partido), o ex-deputado federal Júnior Coimbra (PMDB), o deputado estadual Eduardo Siqueira Campos (DEM), o ex-deputado estadual Marcelo Lelis (PV), os prefeitos de Araguaína, Ronaldo Dimas (PR), de Gurupi, Laurez Moreira (PSB) e os ex-prefeitos de Taguatinga, Eronildes Teixeira de Queiroz e Zélia Queiroz. Caberá ao TRF1 decidir se autoriza ou não a investigação contra eles. 

Entre os delatados está ainda o ex-governador Sandoval Cardoso (SD). No caso dele, o processo foi remetido à Justiça Federal do Tocantins.

Reação

Em nota, a Secretaria de Comunicação do Tocantins afirmou que o governador Marcelo Miranda "foi somente citado, não houve indiciamento". "Mas vale considerar que todas as doações de campanha do governador foram feitas de forma legal, devidamente declaradas e as contas aprovadas", destacou a Secom.

Também em nota, Kátia Abreu declarrou que nunca participou de corrupção ou de qualquer movimento de grupos fora da lei. A senadora disse que está à disposição das autoridades para prestar todos os esclarecimentos necessários. 


Em comunicado enviado à imprensa, a assessoria de comunicação do deputado Eduardo Siqueira Campos e do pai dele, o ex-governador Siqueira Campos, informou que eles "não tiveram acesso aos depoimentos que trazem qualquer citação de seus nomes na lista divulgada pelo ministro Luís Edson Fachin" e como não há "processo aberto, nem conhecimento de acusação formal que possa ser rebatida, não cabe qualquer declaração". A nota diz que os dois "sempre pautaram suas vidas obedecendo os preceitos legais, com ética, transparência e respeito ao povo Tocantinense".

 

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