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Estado

Cúpulas da SSP e da PM tentam acalmar os ânimos entre policiais

O clima é tenso após operação da Polícia Civil que prendeu 2 militares

22/04/2017 11h12 | Atualizado em: 24/04/2017 15h26

Foto 1: Divulgação/Washington Luiz; Foto 2: Reprodução/WhatsApp Em coletiva no Palácio Araguaia, o sub-secretário de Estado da Segurança Pública, Abzair Paniago, e o comandante-geral da Polícia Militar do Tocantins, coronel Glauber de Oliveira Santos, negaram que haja rompimento entre as duas forças de segurança

REDAÇÃO


O clima tenso entre policiais civis e militares do Tocantins levou a cúpula da Secretaria de Segurança Pública e da PM a convocarem uma entrevista coletiva, no Palácio Araguaia, para falar sobre a Operação "Fructus Putres" ("Frutos Podres"), deflagrada, esta semana, pela Polícia Civil (PC) e Ministério Público Estadual (MPE), em Paraíso do Tocantins, na região centro-oeste do estado. Na última terça-feira, 18, dois PMs foram presos, no município, suspeitos de envolvimento com o tráfico de drogas. 

Na coletiva, realizada na quinta-feira, 20, no Palácio Araguaia, o sub-secretário de Estado da Segurança Pública, Abzair Paniago, e o comandante-geral da Polícia Militar do Tocantins, coronel Glauber de Oliveira Santos, negaram que haja desentendimento entre as duas forças de segurança. “Uma investigação está em andamento e algumas ações foram executadas em cumprimento de ordem judicial e acompanhadas pelo Ministério Público. Se algum eventual excesso tiver ocorrido, será alvo de devida apuração para se levantar as responsabilidades”, explicou Abzair. Ele destacou que as investigações correm em segredo de Justiça e, por isso, os nomes dos PMs não foram divulgados. 

Na tarde de quinta, antes da entrevista, um grupo de policiais militares armados com fuzis foi até a 2ª Delegacia de Polícia Civil de Paraíso supostamente com o objetivo de intimidar o delegado Cassiano Ribeiro Oyama, responsável pelas investigações da Frutos Pobres. "Minha delegacia foi invadida por cerca de 20 policiais militares armados com fuzil [...] perguntei: 'porque você invadiu a minha sala?' Ele disse: 'você invadiu meu batalhão'", afirmou a autoridade policial em um áudio divulgado no WhatsApp. Na terça, policiais civis cumpriram mandados de busca e apreensão da operação "Frutos Podres" na sede do 8º Batalhão da Polícia Militar. 

Conforme apurou a REDE TO, os militares foram até a delegacia para informar ao delegado que os dois PMs investigados não iriam à 2ª DP de Paraíso prestar depoimento, como solicitado pelo investigador. A chegada e saída dos policiais foi gravada e o vídeo com as imagens compartilhado centenas de vezes nas redes sociais. 

Segundo o coronel Glauber, um Inquérito Policial Militar foi instaurado para investigar a ação da Polícia Civil no 8º BPM. “O IPM foi instaurado para apurar as condições em que se deu a ação. Isto é um procedimento obrigatório que tenho que adotar por força do Código Penal Militar. O IPM tem um prazo de 40 dias para chegar a um resultado”, destacou o comandante. 

Sobre a suposta intimidação sofrida por Cassiano, o sub-secretário da SSP disse que determinou que o delegado vá até Palmas para esclarecer os fatos ocorridos no batalhão e na delegacia. “Qualquer ação, ocorrida no interior de unidades, tanto da Polícia Civil quanto da Militar, gera desconforto e possível acirramento momentâneo de ânimos. Mas o importante disso tudo é que os fatos estão sendo apurados e as duas forças estão trabalhando juntas, unidas para solucionar a questão e pela segurança do Estado”, pontuou.

Os dois PMs investigados na Operação "Frutos Podres" estão detidos no Quartel do Comando Geral da Polícia Militar, em Palmas. 


 

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