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Suspensa desocupação de casas no setor União Sul

27/04/2017 13h01 | Atualizado em: 03/05/2017 21h02

Divulgação Cerca de 170 famílias residem há cinco anos na área que deveria ser desocupada

O juiz Edimar de Paula, da 4ª Vara Cível de Palmas, suspendeu na tarde desta quarta-feira, 26, o decreto de desocupação de áreas localizada no União Sul, na Capital. A medida, que previa a derrubada de casas construídas no setor, afetaria diretamente cerca de 170 famílias que residem na área há cinco anos.

A suspensão se deu após os representantes das famílias buscarem na Secretaria de Desenvolvimento Urbano, Regularização Fundiária e Serviços Regionais (Sedurf) uma forma de regularizar o setor sem que houvesse a derrubada das residências.

De acordo com o secretário de Desenvolvimento Urbano, Ricardo Ayres, a medida só foi possível porque a área pertence ao conjunto de regiões que compõem o Programa de Regularização Fundiária, assinado pelo prefeito de Palmas Carlos Amastha (PSB) e entregue na Câmara de Vereadores no dia 9 de março.

“O projeto já está tramitando nas comissões da Câmara de Vereadores e vai promover a regularização fundiária de importantes bairros, incluindo o União Sul. Os moradores ocupam estas áreas há muitos anos e seria inaceitável tirá-las de suas casas”, explicou Ricardo Ayres, ao garantir que a Prefeitura implantará infraestrutura e equipamentos públicos como escolas, creches e postos de saúde, após regularização do setor.

Famílias comemoram

A presidente da Associação de Moradores do Setor União Sul, Jane Brandão, disse que as famílias estão comemorando a conquista, porque, além do medo de perder suas casas, a maioria não tem sequer um parente em Palmas para abriga-los.

“Estamos todos muito felizes porque conseguimos encontrar uma solução para esse problema. As famílias do União Sul têm dedicado tudo o que tem para construir suas casas. Não teríamos para onde ir”, lembrou Jane Brandão.

Já a dona de casa Maria Raimunda da Silva revelou que estava muito preocupada com a possibilidade de deixar sua residência. “Quase não acreditei quando fiquei sabendo da decisão do juiz, porque agora posso dormir mais tranquila”, disse.           

 

Com Secom/Governo do TO

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