publicidade
publicidade
Max:38° Min:20°
Araguaína
Araguaína-TO, quarta, 22 de novembro de 2017
Siga a REDE TO

Estado

Suspeitos de fraudar seguro-desemprego e FGTS são presos no TO

Operação Stellio cumpriu mandados de prisão contra servidores do Sine

18/05/2017 09h54 | Atualizado em: 19/05/2017 23h11

Arquivo/Agência Brasil Segundo a PF, funcionários do Sine inseriam requerimentos fraudulentos no sistema do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE)

REDAÇÃO


A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quinta-feira, 18, a Operação Stellio, com o objetivo
 de desarticular uma organização criminosa especializada em fraudes contra o programa de seguro-desemprego e o FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço) no Tocantins, Goiás, Pará, Maranhão, Roraima, Paraná e Santa Catarina. 

Ao todo, foram expedidos 136 mandados, sendo 56
 de busca e apreensão, 10 de condução coercitiva, nove de prisão preventiva e 61 de prisão temporária. As ordens judiciais estão sendo cumpridas por cerca de 250 policiais federais.

A Justiça Federal no Tocantins determinou que sejam presos 14 agentes e ex-agentes de unidades do Sistema Nacional de Emprego (Sine) no Tocantins, Goiás e Maranhão. Também foi decretada a prisão de três ex-funcionários da Caixa Econômica Federal (CEF) que fariam parte da organização. 

96 investigados na operação tiveram as contas bloqueadas. O esquema da qual eles fariam parte teria causado um prejuízo de R$ 320 milhões, entre janeiro de 2014 e junho de 2015. 


Como funciona o esquema

Conforme as investigações, associados com criminosos, funcionários do Sine inseriam
 requerimentos fraudulentos no sistema do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), enquanto funcionários da Caixa facilitavam os saques dos benefícios por outros integrantes da organização criminosa.

Crimes

Os investigados poderão responder pelos crimes de estelionato, organização criminosa, lavagem de dinheiro e corrupção ativa e passiva, cujas penas somadas ultrapassam 50 anos.

Operação Stellio 

De acordo com a PF, a operação faz referência ao nome em latim stellionatu, estelionato, fraude, que veio de stellio, um tipo de camaleão que tem a pele com manchas que parecem estrelas. Stellio ganhou o sentido de trapaceiro, pela capacidade do animal de mudar a cor da pele para se confundir com o ambiente.


Nota da Setas

Em nota, a Secretaria do Trabalho e Assistência (Setas) do Tocantins, divulgou os seguintes esclarecimentos: 

"1) Os postos do Sine administrados pela Setas, além da Capital incluem as cidades de: Araguaína, Gurupi, Porto Nacional, Paraíso, Araguatins e Dianópolis;

2) Até o momento, a Secretária Patrícia Rodrigues do Amaral não foi comunicada oficialmente se existem servidores estaduais envolvidos nas acusações;

3) Em levantamento feito em todos os Sines administrados pela Setas, na manhã desta quinta-feira, 18, ficou constatado que os servidores que trabalham nos departamentos citados pela Operação compareceram aos seus postos de trabalho normalmente;

4) A Setas condena veementemente qualquer fraude ou ato ilícito na administração pública, e caso, haja envolvimento dos servidores estaduais, a Setas coloca-se à disposição da Justiça para as investigações."


Operação Lucas

Essa é a segunda operação deflagrada pela PF no Tocantins esta semana. Na última terça-feira, policiais federais cumpriram, em cinco cidades do Tocantins, mandados da Operação Lucas, que investiga crimes de corrupção envolvendo servidores do Ministério da Agricultura, Agropecuária e Abastecimento e empresas fiscalizadas pelo MAPA. 


 

Obs.:

A REDE TO coloca este espaço à disposição de todos que queiram opinar ou discutir sobre os assuntos que tratam nossas matérias. Partilhe suas opiniões de forma responsável e educada e respeite a opinião dos demais. Contamos com a educação e bom senso dos nossos internautas para que este espaço continue sendo um ambiente agradável e democrático. Obrigado.