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Araguaína-TO, sexta, 26 de maio de 2017
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STF: Ministro Fachin homologa delação de donos do grupo JBS

Joesley Batista afirma que Temer quereria comprar silêncio de Cunha

18/05/2017 17h17 | Atualizado em: 18/05/2017 17h41

Arquivo/Agência Brasil Ministro Edson Fachion é o relator da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, homologou nesta quinta-feira (18) a delação premiada dos irmãos Joesley Batista e Wesley Batista, donos do grupo JBS. A informação foi confirmada pela assessoria da Corte. As delações permanecem sob sigilo de Justiça.

Os empresários firmaram o acordo como Ministério Público Federal (MPF) no âmbito da Operação Lava Jato. Relator da operação no STF, Fachin também autorizou, nesta quinta, a abertura de
inquérito para investigar o presidente Michel Temer

No início da noite desta quarta-feira (17), o jornal O Globo publicou reportagem, segundo a qual, em encontro gravado, em áudio, pelo empresário Joesley Batista, o presidente Michel Temer teria sugerido que se mantivesse pagamento de mesada ao ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha, e ao doleiro Lúcio Funaro para que estes ficassem em silêncio. Cunha está preso em Curitiba.

De acordo com a reportagem, outra gravação feita por Batista diz que o presidente do PSDB, senador Aécio Neves (MG), teria pedido R$ 2 milhões ao empresário. O dinheiro teria sido entregue a um primo de Aécio. A entrega foi registrada em vídeo pela Polícia Federal. A PF rastreou o caminho do dinheiro e descobriu que o montante foi depositado numa empresa do senador Zezé Perrella (PMDB-MG).

Na manhã desta quinta, a PF cumpriu mandados de busca e apreensão na casa e no gabinete do senador em Brasília e em endereços relacionados a ele no Rio de Janeiro. A irmã do parlamentar, Andrea Neves, foi presa em Nova Lima, na região metropolitana de Belo Horizonte. 
Frederico Pacheco de Medeiros, primo do tucano, também foi detido. 

Agentes cumpriram mandados também nos gabinetes do senador Zezé Perrella (PMDB-MG) e do deputado Rocha Loures (PMDB-PR).

Respostas

A Presidência da República divulgou nota na noite desta quarta-feira (17) na qual informa que o presidente Michel Temer "jamais solicitou pagamentos para obter o silêncio do ex-deputado Eduardo Cunha", que está preso em Curitiba, na Operação Lava Jato. Em pronunciamento nesta quinta, Temer disse que não irá renunciar à presidência da República.  

Em nota, a assessoria de Aécio Neves disse que o senador "está absolutamente tranquilo quanto à correção de todos os seus atos. No que se refere à relação com o senhor Joesley Batista, ela era estritamente pessoal, sem qualquer envolvimento com o setor público. O senador aguarda ter acesso ao conjunto das informações para prestar todos os esclarecimentos necessários". 

 

Da Agência Brasil

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