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Estado

Inquérito aponta causas naturais para desastre em gruta no Tocantins

Dez pessoas morreram na tragédia, ocorrida em novembro de 2016

23/06/2017 12h45 | Atualizado em: 26/06/2017 18h54

Fotos: Divulgação Desabamento da gruta conhecida como Casa de Pedra, na zona rural de Santa Maria do Tocantins, região central do estado, matou 10 pessoas e deixou vários feridos

REDAÇÃO


A Polícia Civil (PC) do Tocantins concluiu, nesta semana, as investigações sobre o
desabamento de uma gruta, em Santa Maria do Tocantins, na região central do estado, em novembro do ano passado, que deixou 10 mortos e vários feridos. A tragédia aconteceu durante uma cerimônia religiosa, realizada no local, conhecido como Casa de Pedra, há mais de 50 anos.

De acordo com o delegado de Santa Maria, Wlademir Costa, responsável pelo inquérito, a perícia apontou que o desabamento ocorreu por causa de processos geológicos naturais e o barulho dos foguetes, diferente do que se imaginava inicialmente, funcionaram apenas como um “gatilho” para que a parte superior da gruta ruísse. Para a autoridade policial, o desabamento foi um fenômeno natural que poderia ocorrer a qualquer momento em razão do desgaste natural da Casa de Pedra. 

O inquérito tem como base o depoimento de seis testemunhas, o relatório da perícia realizada pelo Corpo de Bombeiros, o laudo técnico pericial de vistoria do Instituto de Criminalística e exames necroscópicos nos corpos das vítimas, do Instituto Médico Legal (IML).

O delegado descartou qualquer interferência humana como causa do acidente. “Foi apurado que havia um desgaste natural na gruta e que não houve qualquer ação ou omissão humana que colocasse as vítimas em risco. Ainda que se cogitasse a hipótese de uso de foguetes, não podemos afirmar que foi a causa determinante do acidente, posto que os laudos periciais mostram o desgaste natural do local com riqueza de detalhes. Por isso, concluímos que não haviam elementos indiciários que permitissem imputar o ocorrido a uma conduta humana”, explicou. 

Relembre

A tragédia aconteceu na manhã de 1º de novembro de 2016, na gruta conhecida como Casa de Pedra, situada na Fazenda Sagrado Coração de Jesus II, zona rural do município de Santa Maria do Tocantins. Cerca de 50 pessoas participavam da “Reza de Todos os Santos”, quando, ao iniciar a concentração dos fiéis em volta do altar, localizado no interior da gruta, parte do teto se desprendeu, ocasionando a morte de 10 pessoas e deixando vários feridos.

Segundo a polícia, no dia anterior ao acidente, um grupo de fiéis, responsável pela limpeza do local, notou, no chão da entrada da gruta, algumas partes do teto que haviam se desprendido. O fato, porém, não ganhou maior atenção e os trabalhos continuaram. 

Na manhã do desabamento, já com o local limpo e organizado, foi realizada a celebração da missa na entrada da gruta. Assim que foi encerrada a cerimônia religiosa, Valdemir Lourenço de Oliveira acionou fogos de artifícios para indicar o início de uma oração que seria realizada próximo ao altar, no interior da gruta. Instantes depois, quando alguns fiéis já estavam se concentrando para iniciar a reza, uma parte do teto da caverna, composta de terra e pedras, se desprendeu em virtude de uma ruptura por tombamento. Valdemir e outras 9 pessoas morreram no local. 

O desastre é considerado um dos maiores da história do Tocantins. Além de Valdemir, morreram Deuzenira Ferreira da Luz (45 anos), Domingas Pereira Guimarães de Sousa (56), Dorival Pinto Soares (58), Elma Divina Menezes Santiago (49), Joanice de Sousa Miranda (52), Nercilia Dias Coutinho (64), Ozeias Menezes Santiago (10), Sunamita Menezes Santiago (9) e Tais Soares Ferreira (17). 


 

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