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Estado

Duplicação da TO-222 em Araguaína divide deputados estaduais

Um dos pontos mais polêmicos é o valor da obra: R$ 86 milhões

10/08/2017 22h11 | Atualizado em: 11/08/2017 11h27

Divulgação/Frederick Borges Empréstimo com a Caixa Econômica Federal prevê a duplicação da estrada de 13 km que liga Araguaína ao distrito de Novo Horizonte

O pedido de empréstimo do Governo do Estado à Caixa Econômica Federal, no valor de R$ 456 milhões, voltou a gerar controvérsia na Assembleia Legislativa. Na sessão vespertina desta quarta-feira, dia 9, a discussão centrou-se na duplicação da estrada de 13 km que liga Araguaína ao distrito de Novo Horizonte, cujo valor é estimado em R$ 86 milhões.

Para o deputado Wanderlei Barbosa (SD), existem na obra indícios de superfaturamento. “Sou contra o gasto desse valor numa duplicação, quando temos municípios interligados apenas com estradas de chão”, posicionou-se duramente.

Já o parlamentar Zé Roberto acrescentou que a via que liga Couto Magalhães a Colinas tem um fluxo sete vezes mais intenso do que a de Araguaína.

O deputado disse ainda que nenhuma tabela de preço de asfalto ultrapassa R$ 1 milhão/km, o que faria a obra custar cerca de R$ 13 milhões, e não os R$ 86 milhões pleiteados. “Vamos atender também aos outros municípios. Não há como defender o indefensável”, pediu Zé Roberto ao deputado Elenil da Penha (PMDB).

Defesa

A defesa da obra foi realizada pelos parlamentares Elenil da Penha, Jorge Frederico (PSD) e Valderez Castelo Branco (PP). A deputada explicou que, além do asfalto da duplicação, constam no projeto obras de arte, desapropriações, bueiros e uma ciclovia.

“No trecho temos três frigoríficos, uma faculdade, o sindicato rural, que faz anualmente uma das maiores cavalgadas do Brasil, o presídio Barra da Grota, povoados e assentamentos”, informou Valderez.

Para Elenil, técnicos do Governo devem ser convidados para explicar o custo. Ele defendeu ainda a importância estratégica da duplicação. “Teremos na região um hospital de alta complexidade. Araguaína não concorre com nenhum município do Tocantins, mas com Marabá e Imperatriz. Falar em superfaturamento antes da obra é leviano”, protestou.

Jorge Frederico, por sua vez, preferiu não discutir valores. Ele lembrou que o projeto será fiscalizado pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE) e vai melhorar o escoamento da produção. Frente à resistência dos colegas, Frederico recorreu à história do Tocantins: “Palmas foi sustentada por Araguaína por duas décadas”.

Outras opiniões

Segundo os deputados Paulo Mourão (PT) e Toinho Andrade (PSD), a discussão está antecipada. Mourão atestou a resposta do TCE a um requerimento de sua autoria, pela qual se demonstraria que o Estado não tem condições de contratar novo empréstimo. 

 

Da Dicom/AL-TO

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