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Polícia prende dupla suspeita de matar fazendeiro no Tocantins

04/09/2017 21h17 | Atualizado em: 04/09/2017 22h44

Divulgação/SSP-TO Polícia apreendeu com um dos suspeitos, a espingarda usada no crime, uma arma roubada da vítima e cartões de crédito que pertenciam ao fazendeiro

REDAÇÃO


Estão presos, em Taguatinga, na região sudeste do Tocantins, os dois suspeitos de matar o fazendeiro Antônio Lázaro Assalin
, de 74 anos, na zona rural do município, em agosto. Valdinei Cordeiro da Silva, Vulgo “Nei”, foi detido em Brasília (DF) e Joanatan Francisco de Assunção, vulgo “Nego Bomba”, em Taguatinga. As prisões aconteceram na madrugada da última sexta-feira, 1º, durante a operação "Reencontro".

De acordo com o delegado Márcio Teixeira Duarte, responsável pelo caso, as investigações tiveram início no dia 23 de agosto, 10 dias após o crime, após uma das filhas da vítima informar que o pai estava desaparecido há mais de uma semana. Os policiais foram até a fazenda, onde o pecuarista residia, mas não encontraram sinais de arrombamento na casa. Uma pequena manche de sangue próximo à porta, porém, chamou a atenção dos agentes.

No mesmo dia, a polícia foi informada por familiares do fazendeiro que tinham sido realizadas movimentações no cartão bancário da vítima. O cartão foi usado para comprar dois celulares em uma loja de eletrodomésticos localizada em Luís Eduardo Magalhães (BA). 

Com base nas informações apuradas, os agentes foram até o estabelecimento e obtiveram imagens que mostravam a pessoa que tinha feito as compras. A equipe da Delegacia de Polícia de Taguatinga identificou o suspeito. Era Joanatan, homem com histórico de prisões em Taguatinga. 

Além da compra no município baiano, a polícia também constatou movimentações financeiras no Distrito Federal, onde estaria morando Valdinei. O chip de um dos celulares adquiridos em Luís Eduardo foi registrado em nome do suspeito. 

Ao longo das investigações, a polícia descobriu que Valdinei e o comparsa, Joanatan, estiveram juntos em Taguatinga, na época do crime. O motivo do assassinato foi descoberto algum tempo depois. Segundo o delegado, a dupla matou Antônio Lázaro para roubar R$ 20 mil que a vítima tinha recebido pela venda de 60 cabeças de gado. 

Após reunir provas contra os suspeitos, a polícia pediu e a Justiça decretou a prisão temporária de Valdinei, Joanatan e de um terceiro suspeito de envolvimento com o crime.

Depois do crime, Valdinei fugiu para Recanto das Emas (DF), onde estava morando com uma irmã. O homem estava usando nomes falsos. Ele foi preso com uma espingarda calibre 20, usada no crime, um revólver calibre 38, roubado do fazendeiro morto, e vários cartões da vítima.

Ao mesmo tempo, Joanatan era detido, em Taguatinga, com uma moto furtada. Foi Nego Bomba que indicou o local onde a dupla tinha abandonado o corpo de Antônio Lázaro. 

Conforme as investigações, os suspeitos mataram o fazendeiro a tiros, no dia 13 de agosto, e depois jogaram o corpo em uma grota a cerca de um quilômetro da residência da vítima. 

Joanatan e Valdinei foram indiciados por extorsão qualificada por morte, roubo por emprego de arma de fogo e concurso de agentes, falsificação de documento público e particular, além de ocultação de cadáver. Os dois encontram-se recolhidos na Cadeia Pública de Taguatinga. 

A polícia não divulgou o nome do terceiro envolvido para não atrapalhar as investigações. A pessoa não teria participado diretamente da ação, mas ofereceu ajuda aos suspeitos após o assassinato. 


 

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