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Mãe da menina Laura Vitória é assassinada durante briga em Palmas

15/09/2017 08h49 | Atualizado em: 15/09/2017 19h36

Reprodução/TV Anhanguera Sione Pereira de Oliveira, de 27 anos, mãe da menina Laura Vitória, desaparecida desde janeiro de 2016, foi morta a tiros durante um desentendimento, na madrugada desta sexta-feira, 15, em uma distribuidora de bebidas na região sul de Palmas

REDAÇÃO
REDE TO


A mãe da menina Laura Vitória foi assassinada na madrugada desta sexta-feira, 15, em Palmas. Sione Pereira de Oliveira, de 27 anos, foi morta a tiros durante uma briga em uma distribuidora de bebidas na região sul da capital. O cunhado da mulher, Weliton Pereira Barbosa, também morreu baleado.

De acordo com informações da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa, a confusão ocorreu por volta das 2h40, em uma distribuidora localizada no Jardim Aureny III, e envolveu o técnico em defesa social Robson Dante Gonzaga Santana, Sione, Weliton e Cleison da Silva Rodrigues. 

A DHPP informou que houve um desentendimento entre o servidor público e as vítimas. Na confusão, Robson deixou a arma dele cair no chão. Weliton chegou a pegar o revólver, mas o técnico em defesa social entrou em luta corporal com a vítima e conseguiu recuperá-lo.

Na sequência, Santana disse que para se defender, já que teria levado uma paulada na nuca, efetuou vários disparos na direção de Robson e Sione. Os dois morreram ainda no local da discussão. Os corpos foram encaminhados para o Instituto Médico Legal (IML) de Palmas.

Segundo a Polícia Civil (PC), Cleison da Silva, que também teria participado da briga, sofreu ferimentos leves.

Robson se apresentou na Central de Flagrantes, onde foi registrado o Boletim de Ocorrência, prestou depoimento e foi liberado. O caso será investigado pela DHPP. 

Ameaças

Em nota encaminhada à REDE TO, a Secretaria de Cidadania e Justiça afirmou que Robson estava pagando a conta quando foi agredido por Weliton, Sione e Cleison. A arma do servidor teria caído no momento em que ele levou uma paulada. Conforme a Seciju, o técnico em defesa social "tem autorização para porte de arma, conforme legislação federal para agentes penitenciários". 

A secretaria declarou ainda que o servidor relatou ao delegado plantonista que há algum tempo vinha recebendo ameaças e que, por conta disso, chegou a registrar BO. O agente relata que tais ameaças poderiam estar relacionadas ao fato dele ter se recusado a aceitar propina para colocar objetos ilícitos dentro da unidade prisional onde atuava.


A Seciju concluiu o comunicado dizendo que irá remanejar, ainda nesta sexta, o servidor de suas funções na unidade prisional para uma área administrativa e que abriu um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) para apurar os fatos. 

Nota da ASSISPEN

Também em nota, a Associação dos Servidores do Sistema Penitenciário do Tocantins (ASSISPEN/TO) assegurou que está acompanhando o caso e manifestou apoio a conduta de Robson. Para a entidade, o "
servidor agiu em legítima defesa, ao utilizar os meios necessários para repelir as agressões INJUSTAS, e também ao ser surpreendido e atacado".

Caso Laura

Laura Vitória, de 9 anos, sumiu no dia 9 de janeiro de 2016, no setor Lago Sul, na capital. Ela tinha saído de casa para ir a um mercado quando desapareceu. As investigações estão sendo realizadas pela Delegacia da Infância e Juventude, que busca informações sobre o paradeiro da menina. Um homem chegou a ser preso suspeito de ligação com o sumiço de Laura, mas foi solto por falta de provas. O pai da criança, Genesis Ribeiro da Rocha, de 27 anos, foi preso, em maio deste ano, em Palmas, por tráfico de drogas. Sione, por sua vez, seria usuária, uma vez que um exame toxicológico, realizado na época do desaparecimento, apontou a presença de maconha nos fios de cabelo da mulher. 

 

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