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Araguaína-TO, domingo, 22 de setembro de 2019
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Audiência buscará solução para greve da Educação em Palmas

22/09/2017 12h11 | Atualizado em: 22/09/2017 12h31

Divulgação Pais e alunos realizam manifestação em frente à Prefeitura de Palmas em apoio aos servidores grevistas

O Ministério Público Estadual (MPE) promove, na próxima segunda-feira, 25, às 14h, audiência pública para discutir assuntos relacionados à greve dos professores da rede municipal de Palmas. O evento ocorrerá na sede da instituição, localizada na Quadra 202 Norte.

A audiência foi convocada pela 21ª Promotora de Justiça de Palmas, Zenaide Aparecida da Silva, que atua na área da proteção e da defesa de crianças e adolescentes.

A finalidade da audiência pública é mensurar os impactos da greve, ouvindo os alunos e seus pais, os servidores da rede municipal de educação e as autoridades públicas acerca de temas específicos, como a substituição dos professores grevistas por profissionais alocados de outras secretárias e por servidores sob contrato temporário, bem como sobre a forma e a qualidade da reposição das aulas e do cumprimento dos dias letivos obrigatórios. O evento também poderá resultar na mediação de uma possível solução para o impasse entre os educadores e os gestores municipais.

Além da comunidade escolar, foram convidados a participar da audiência pública o prefeito Carlos Amastha (PSB), representantes da Secretaria Municipal de Educação, Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado do Tocantins (Sintet), Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Tocantins, Câmara Municipal de Palmas, Conselho Municipal de Educação, Conselho Estadual de Educação, Centro de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente Glória de Ivone, Centro de Direitos Humanos de Palmas.

Reunião

Na última quinta-feira, 21, a Promotora de Justiça Zenaide Aparecida da Silva participou de reunião com os vereadores de Palmas, na sede da Câmara Municipal, que se encontrava ocupada pelos professores desde o último dia 15, apesar de decisão judicial determinando que eles deixem o local. A intenção da reunião foi também discutir aspectos da greve, verificando qual o posicionamento dos parlamentares e em que nível se encontrava o diálogo sobre a questão.

Sobre a greve

A paralisação, iniciada no dia 5 deste mês, foi considerada ilegal pela Justiça em decisões de primeira e segunda instância. A principal reivindicação do servidores é o pagamento da data-base. Além de ocupar a Câmara, os professores também têm realizado protestos diariamente. Sete deles fazem greve de fome como forma de pressionar o prefeito a negociar com a categoria. Nesta sexta-feira, 22, um grupo de pais e alunos realizou em frente à Prefeitura de Palmas uma manifestação em apoio aos grevistas.

 

Com Ascom/MPE-TO

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