publicidade
Araguaína-TO, terça, 07 de julho de 2020
Siga a REDE TO

Estado

Justiça condena dupla por vender carros de luxo furtados no TO

29/09/2017 19h19 | Atualizado em: 02/10/2017 18h16

Divulgação/SSP-TO Réus foram denunciados por receptação de dois veículos Nissan Kicks e um Renault Fluence, falsificação de documentos relativos a automóveis e associação criminosa

O juiz Rafael Gonçalves de Paula, da 3ª Vara Criminal de Palmas condenou, nesta quarta-feira (28/9) os réus Juscelito Vidica do Prado, 56 anos, e Francisco José Sampaio Neto Miranda, 31 anos, por receptação de veículos. Na mesma sentença, o juiz absolve Weslane Mendanha da Silva, acusada do mesmo crime, condena o réu Francisco Miranda por falsificação de CNHs e absolve os três da acusação de associação criminosa.

Os três réus foram denunciados por receptação de dois veículos Nissan Kicks e um Renault Fluence, falsificação de documentos relativos a automóveis e associação criminosa. Além dessas, o réu Francisco José respondeu ao processo por falsificação de documentos pessoais e uso de documento falso. Eles foram presos em Palmas em fevereiro deste ano.

Conforme a ação penal, os veículos pertenciam a locadoras de veículos de São Paulo, mas foram furtados durante a locação regular e levados para Goiânia. Na capital goiana, ocorreu a transferência para particulares com uso de documento falso. Com os novos documentos, os acusados vieram ao Tocantins para vendê-los antes que fossem descobertas as fraudes.

Na sentença, o juiz ressalta que a forma de agir de Juscelito e Francisco José demonstra que agiram em conjunto e unidade de desígnios, ao viajarem combinados para Palmas com os carros e se hospedado num mesmo hotel. Quanto à origem dos carros, o juiz pontua que os dois não apontaram qualquer elemento concreto sobre a pessoa que lhes vendeu os veículos, demonstrando que “tinham conhecimento de que os carros não tinham procedência honesta”.

Penas

Na fixação da pena para o réu Juscelito Prado, de 2 anos e 6 meses de reclusão e 40 dias-multa, o juiz a substituiu por prestação de serviços à comunidade, ainda a ser definida, e ao pagamento de R$ 5 mil.

Para o réu Francisco José, o juiz fixou pena de 2 anos e 6 meses de reclusão mais 40 dias-multa pelo crime de receptação e mais 1 ano e 2 meses de reclusão mais 11 dias-multa por falsificação de documentos, totalizando 3 anos e 8 meses de prisão mais 51 dias-multa. Também nesse caso, houve a substituição da prisão por prestação de serviços à comunidade e pagamento de R$ 7,5 mil em conta administrada pelo Judiciário.

Cabe recurso ao Tribunal de Justiça. Os réus irão recorrer em liberdade, direito concedido pelo juiz, na sentença condenatória, por não haver fundamentos para prisão preventiva.

 

Da Cecom/TJ-TO

Obs.:

A REDE TO coloca este espaço à disposição de todos que queiram opinar ou discutir sobre os assuntos que tratam nossas matérias. Partilhe suas opiniões de forma responsável e educada e respeite a opinião dos demais. Contamos com a educação e bom senso dos nossos internautas para que este espaço continue sendo um ambiente agradável e democrático. Obrigado.

  • Aguarde novas notícias.