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Defensoria afirma que irá acompanhar investigação sobre a morte de travesti

23/10/2017 19h42 | Atualizado em: 23/10/2017 20h06

Arquivo Pessoal Nathalia foi morta a tiros, na madrugada da última sexta-feira, 20, em Gurupi, na região sul do Tocantins; nenhum suspeito de envolvimento com o crime foi preso

O Núcleo das Minorias e Ações Coletivas (NUAmac) de Gurupi, no Sul do Estado, da Defensoria Pública do Estado do Tocantins (DPE-TO) emitiu neste domingo, 22, Nota Pública sobre o assassinato da travesti Nathalia, de 28 anos, ocorrido na última sexta-feira, 20. No documento oficial, o NUAmac informa que acompanhará a investigação sobre a morte da jovem.

“(...) além de se sensibilizar com estes casos e se solidarizar com as famílias, reafirma sua missão na promoção dos direitos humanos e da defesa dos direitos das minorias, como da população LGBT, (...)”, consta em trecho da nota pública.

Natural do Maranhão, Nathalia tinha na certidão de nascimento o nome de Josildo Costa Santos. Ela foi morta com quatro tiros nas costas, na madrugada de sexta, no centro de Gurupi. Até o momento, não há informações sobre os suspeitos do crime.

Veja, abaixo, a nota da NUAmac, na íntegra:

NOTA PÚBLICA

"Com sentimento de tristeza e revolta, o Núcleo Aplicado das Minorias e Ações Coletivas (NUAmac) Gurupi recebeu a notícia da morte da travesti Nathalia, encontrada morta na última sexta-feira (20/10), na Avenida Goiás, saída sul de Gurupi. Após receber quatro tiros, a vítima não resistiu e faleceu no local. Nathalia teve sua vida ceifada sem qualquer despedida.

Segundo informações da Polícia Militar, Nathalia morava há pouco mais de seis anos em Gurupi e não tinha parentes na cidade, apenas um companheiro. O corpo foi levado para o Instituto Médico Legal (IML) da cidade e aguardou o reconhecimento de familiares.

Ainda não há pistas do suspeito ou sobre a motivação do crime, mas o fato irreversível é que as mortes de travestis no Brasil já somam um montante de quase 150 neste ano, conforme dados divulgados pela Associação de Travestis e Transexuais do Tocantins (Atrato). São mortes com motivações homofóbicas, e que segundo a Articulação Nacional de Travestis e Transexuais (ANTRA), mais de 80% dos assassinos não têm ligação com a vítima e 95% destes assassinatos apresentam requisitos de crueldade correlacionando os crimes ao ódio pela orientação sexual, aparência e pelas ideologias.

A Defensoria Pública do Estado do Tocantins, por meio Núcleo Aplicado das Minorias e Ações Coletivas (NUAmac) Gurupi, além de se sensibilizar com estes casos e se solidarizar com as famílias, reafirma sua missão na promoção dos direitos humanos e da defesa dos direitos das minorias, como da população LGBT, e compromete-se a acompanhar a investigação do homicídio Nathalia, afim de resguardar a justiça aos familiares e à memória da mesma."

 

Com Ascom/DPE-TO

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