publicidade
publicidade
Max:35° Min:21°
Araguaína
Araguaína-TO, terça, 21 de agosto de 2018
Siga a REDE TO

Estado

Ação que feriu delegado provoca tensão entre polícias no Tocantins

30/10/2017 15h30 | Atualizado em: 29/11/2017 11h42

Fotos: Divulgação O delegado Marivan da Silva Souza, de Colmeia, perdeu parte da orelha após ser baleado por PMs no último sábado, 28, em Guaraí: militares confundiram autoridade policial com criminosos que explodiram carro-forte

REDAÇÃO
REDE TO

 

A ação que terminou com um delegado baleado, no último sábado, 28, em Guaraí, na região noroeste do Tocantins, provocou tensão entre as forças policiais do estado. Lotado em Colmeia, o delegado Marivan da Silva Souza, estava de folga e passava por Guaraí, quando foi confundindo com criminosos por policiais do Batalhão de Policiamento de Choque. Os PMs efeturam vários tiros na direção do carro do delegado. Souza foi atingido no braço, orelha e de raspão na cabeça.  

Neste domingo, 29, após deixar o hospital em Palmas para onde foi transferido em um helicóptero, o delegado comentou a operação policial. "Estava andando devagar na avenida, não estava correndo, até porque o trânsito estava movimentado, quando ouvi um barulho. Encostei o carro e saí, só depois percebi que tinha sido baleado. Me falaram para deitar no chão e apontaram as armas. Aí falei que eu era delegado. Eu estava desarmado", afirmou a autoridade policial ao G1 Tocantins.

O delegado, que mora em Colmeia, informou que estava em um carro cedido pela Justiça à Secretaria de Segurança Pública e que seguia para a casa de um amigo, em Guaraí, onde iria resolver assuntos de trabalho. Marivan disse ainda que irá passar por um procedimento estético já que perdeu parte da orelha por causa dos tiros. Ele evitou polêmicas e revelou que irá aguardar o resultado das investigações.

PMs presos

Os quatro PMs envolvidos na ação em Guaraí tiveram a prisão preventiva decretada pelo juiz Ciro Rosa de Oliveira. O objetivo é evitar que eles destruam provas ou interfiram no depoimento de testemunhas. As armas e a viatura usadas na ação foram apreendidas. 

Frederico Ribeiro dos Santos, Thiago Mariano Duarte Peres, Cleiber Levy Gonçalves Brasilino e João Luiz Andrade da Silva estão detidos no Quartel do Comando Geral da Polícia Militar, na capital. A defesa afirmou que irá entrar com um Habeas Corpus no Tribunal de Justiça para que os policiais respondam em liberdade.

Assalto a carro forte

 

Os PMs que atiraram contra o carro do delegado Marivan estavam participando das buscas aos assaltantes que explodiram, na tarde da última sexta-feira, 27, um carro-forte, na BR-153, perto da cidade de Presidente Kennedy, na região central do Tocantins. Conforme a Polícia Rodoviária Federal, a quadrilha fortemente armada incendiu um carro de passeio para bloquear o tráfego e, na sequência, atacou o veículo de transporte de valores.

Os criminosos levaram vários malotes de dinheiro e fugiram em outro carro que roubaram no local. Houve troca de tiros entre os seguranças da transportadora e os bandidos. Ninguém ficou ferido. O grupo deixou para trás uma metralhadora calibre 50 e munições. 

Até a conclusão desta reportagem, na tarde desta segunda-feira, 30, nenhum suspeito de envolvimento com o assalto havia sido preso ou identificado. As buscas continuam na região. 

Tensão entre polícias

A ação em Guaraí deixou os climas exaltados entre as polícias civil e militar. Em nota, o Sindicato dos Delegados de Polícia Civil do Tocantins declarou que a ação da Polícia Militar foi "ilegal". "A ação é o reflexo de atos ilegais que são praticados de forma costumeira pela Polícia Militar do Estado do Tocantins, contrariando Recomendação do Ministério Público do Estadual. Isso demonstra ainda o perigo para a sociedade da atuação de um órgão armado extrapolando suas funções constitucionais”, frisa a presidente do Sindepol, Cinthia Paula de Lima


Já a Turma de Oficiais do Quadro Combatente argumentou que o delegado estava em alta velocidade e desobedeceu a ordem de parada. A entidade destacou ainda que a caminhonete usada pelo delegado tinha as mesmas descrições de um veículo encontrado com assaltantes de banco em janeiro deste ano, em Itaporã.

Investigações

Em comunicado enviado à imprensa, o Governo do Tocantins informou que foram abertas duas investigações independentes sobre o caso. Uma está sendo realizada pela Comando Geral da PM e outra pela SSP. O secretário de Segurança Pública, César Simoni, o delegado-geral da Polícia Civil, Claudemir Luiz Ferreira e o Coronel Glauber de Oliveira Santos, comandante geral da Polícia Militar, estiveram em Guaraí acompanhando o caso.


 

Obs.:

A REDE TO coloca este espaço à disposição de todos que queiram opinar ou discutir sobre os assuntos que tratam nossas matérias. Partilhe suas opiniões de forma responsável e educada e respeite a opinião dos demais. Contamos com a educação e bom senso dos nossos internautas para que este espaço continue sendo um ambiente agradável e democrático. Obrigado.

  • Aguarde novas notícias.