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Estado

Governo diz que investiga entrada de explosivos na Casa de Prisão Provisória

07/11/2017 17h36 | Atualizado em: 09/11/2017 18h26

Imagem 1: Fotomontagem REDE TO A maioria dos oito detentos que fugiram da Casa de Prisão Provisória (CPP) de Palmas responde pelo crime de roubo

REDAÇÃO
REDE TO

 

O governo do Tocantins anunciou nesta terça-feira, 07, a abertura de uma investigação, com o acompanhamento da Justiça, e de um Procedimento Administrativo Disciplinar (PAD) para apurar as causas e as circunstâncias da fuga de detentos da Casa de Prisão Provisória (CPP) de Palmas (CPPP, na noite do último domingo, 05. 

Antes de tomar posse como titular da Secretaria de Estado da Cidadania e Justiça (Seciju), na tarde desta segunda-feira, 06, no Quartel do Comando Geral (QGC), em Palmas, o coronel Glauber de Oliveira Santos afirmou à imprensa que na CPP de Palmas não se produz explosivos, então esse material deve ter entrado de alguma forma. “Já adotamos medidas de apuração, tanto da parte criminal como da parte administrativa. Temos que apurar para não cometer injustiças. Igualmente, já adotamos novos procedimentos para tentar impedir a entrada de objetos ilícitos”, explicou. 

Dos 12 homens que conseguiram deixar a unidade, quatro foram recapturados na mesma noite e oito ainda estão foragidos. De acordo com o governo do estado, o Sistema Penitenciário trabalha em conjunto com as demais forças de segurança, a Polícia Civil e Polícia Militar, com o objetivo de capturar os presos que fugiram. O helicóptero da Secretaria de Segurança Pública (SSP) auxilia nas buscas. 

Os oito fugitivos são: Alex Lopes Arruda (preso por tráfico de drogas), Eduardo Almeida Carvalho (tráfico de drogas e associação para o tráfico), Levi Barbosa de Sousa (roubo), Marcos Alberto Santana de Oliveira (roubo), Thiago de Oliveira (peculato), Valdivino Pinheiro Júnior (homicídio), Werlison da Silva Martins (roubo) e Flavio Euripedes Ferreira (tráfico de drogas). 

Explosão e fuga

A fuga da Casa de Prisão Provisória de Palmas ocorreu por volta das 19h40 deste domingo. Os detentos cavaram um túnel até o pátio da unidade. Na sequência, eles usaram dinamite para explodir um dos muros da CPP. Os presos que fugiram passaram pelo buraco aberto com a explosão.

Uma vistoria realizada no presídio há cerca de dois meses apreendeu cerca de quatro quilos de explosivos. O material estava escondido dentro das celas. Na época, a Seciju informou que tinha instaurado um procedimento administrativo para investigar a entrada das bananas de dinamite.

CPP de Palmas

A Casa de Prisão Provisória de Palmas é administrada pela Umanizzare, mas a empresa deve deixar a gestão da unidade ainda neste mês. Um dos principais presídios do Tocantins, a CPP da capital tem capacidade para 280 presos, mas, hoje, abriga mais de 700 detentos. A superlotação levou o Ministério Público Estadual (MPE) a pedir a intervenção parcial da unidade em junho.

Mudança no comando da Seciju

A fuga da CPP da capital acontece menos de uma semana depois da mudança no comando da Secretaria de Cidadania e Justiça. Alegando divergências com a política prisional do governo do estado, Gleidy Braga deixou a pasta e foi substituída pelo coronel Glauber de Oliveira Santos, que chefiava a Polícia Militar.  


Nota da Umanizzare

Em nota, a Umanizzare esclareceu que não administra a área de segurança da Casa de Prisão Provisória de Palmas (CPPP). De acordo com a empresa, a responsabilidade é unicamente do Poder Público. "A Lei de Execução Penal – LEP aponta regras claras para a atuação de uma empresa privada no sistema. Tudo que advém do "poder de polícia", como revista, porte de arma, cassetetes ou qualquer ação no campo disciplinar não pode ser executado pela empresa privada ou quaisquer de seus prepostos", informou a terceirizada.

A Umanizzare afirma ainda, que na transição para gestão exclusiva do Estado nas unidades prisionais, ficou definido que a empresa continuaria a prestar somente os serviços de fornecimento de alimentação; entrega de kit de higiene, roupa de cama/banho, uniformes, aquisição de medicamentos, serviços de saúde, limpeza e lavanderia e manutenção predial.  


 

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