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Estado

Médicos anestesistas param atividades em hospitais do Tocantins

Profissionais cruzaram os braços por causa de pagamentos atrasados

14/11/2017 17h43 | Atualizado em: 16/11/2017 21h35

Imagem 1: Divulgação; Imagem 2: Marcelo de Deus Ministério Público pediu informações sobre a suspensão parcial das atividades dos médicos anestesistas que atuam na rede pública do estado

A Promotora de Justiça Maria Roseli de Almeida Pery reuniu-se com representantes da Secretaria Estadual da Saúde (Sesau) e da Cooperativa dos Médicos Anestesiologistas do Tocantins (Copanest) nesta segunda-feira, 13, para discutir os prejuízos à saúde pública em decorrência da suspensão parcial das atividades dos médicos anestesistas que atuam na rede pública.

Na ocasião, o superintendente de Assuntos Jurídicos da Sesau, Franklin Moreira dos Santos, confirmou que houve prejuízos aos pacientes e informou que estão sendo realizadas, nos hospitais públicos, somente as cirurgias de urgência emergência, restando prejudicadas as cirurgias eletivas.

O presidente da Copanest, Mário Sergio Fortes Borges, explicou que a redução no número de procedimentos cirúrgicos decorre da redução do quadro da cooperativa. Segundo ele, cerca de 30% dos associados se desligaram em razão do atraso no recebimento dos honorários, que são pagos pelo Estado.

Diante dos fatos, a Promotora de Justiça requereu do Estado a relação nominal dos pacientes desassistidos por falta de anestesistas, para ser apresentada até o dia 27 deste mês. Também foram requeridas da Sesau informações sobre as providências administrativas ou judiciais que serão adotadas para garantir a manutenção da assistência aos pacientes.

Radioterapia

Maria Roseli também reuniu-se com representantes da Sesau e da Clínica Oncológica Irradiar e da Sesau para discutir as consequências da interrupção temporária dos serviços de radioterapia prestados ao Sistema Único de Saúde (SUS) pela referida clínica.

Na ocasião, os responsáveis pela unidade de saúde disseram que, apesar da interrupção do serviço ter sido comunicada formalmente ao Ministério Público Estadual (MPE), a paralisação não chegou a ser consumada. Eles também informaram ter recebido cerca de 40% dos recursos devidos pelo Governo do Estado, fato que motivou a continuidade da prestação do serviço.

Da Ascom/MPE-TO

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