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Estado

Latrocínio: Acusados de matar jornalista são condenados em Palmas

Os três jovens foram condenados por latrocínio e ocultação de cadáver

28/11/2017 18h04 | Atualizado em: 29/11/2017 16h07

Divulgação Francisco Mateus da Silva Júnior, de 37 anos, foi morto por enforcamento, em setembro do ano passado; corpo do jornalista foi encontrado quatro dias que ele desapareceu

REDAÇÃO
REDE TO


A Justiça condenou por latrocínio, que é o crime de roubo seguido de morte, e ocultação de cadáver, três acusados de envolvimento com o assassinato do jornalista Francisco Mateus da Silva Júnior, de 37 anos, ocorrido em setembro do ano passado. A sentença foi proferida pelo juiz Francisco de Assis Gome Coelho, da 2ª Vara Criminal de Palmas. 

Bráulio Breendon Gonçalves Alencar foi condenado a 21 anos e três meses de prisão, Thiago Cruz Alencar, a 23 anos e três meses e Ronie Von Pereira da Silva, a 21 anos. Para Coelho, as provas contra os três são inquestionáveis. 


No caso de Jackelyne Cleia Araújo Dutra e Jaqueline Ferreira Gomes, também denunciadas pelo Ministério Público Estadual, o juiz entendeu que as jovens não tiveram participação na morte do jornalista e negou o pedido do MPE para mantê-las presas.

Na denúncia, o Ministério Público acusava uma jovem de ajudar os suspeitos a fugirem e a outra de usufruir de parte do dinheiro obtido com a venda de um aparelho televisor da vítima. “Não subsistem provas - colhidas sob o contraditório, repito - com a qualidade de sedimentar o juízo condenatório relativamente ao crime de roubo imputado às denunciadas”, afirmou o titular da 2ª Vara Criminal. 

Em relação às duas jovens, o magistrado determinou a suspensão condicional do processo, uma vez que a pena para os crimes de que elas eram acusadas não ultrapassa um ano de prisão. 

As audiências de instrução do caso tiveram início em maio deste ano e o julgamento com a  foi realizado no último dia 21. 


O crime

Conforme a denúncia do MPE, na noite de 2 de setembro de 2016, os suspeitos encontraram com Mateus Júnior em um bar na Quadra 303 Norte. Os jovens disseram à polícia que foram convidados para ir até a casa do jornalista, na Quadra 306 Sul, onde foi realizada uma festa regada a drogas e bebidas alcoólicas.

Segundo o Ministério Público, ao perceberem o padrão de vida de Mateus Júnior, os suspeito decidiram roubá-lo. Primeiro, eles amordaçaram o jornalista e, depois, o trancaram em um quarto. A vítima foi agredida quando tentou se soltar. Com o dono da casa mantido em cárcere, os jovens passaram a revirar a residência em busca de bens e objetos de valor. 

Os criminosos fugiram levando o carro de Mateus Júnior, uma televisão de LED, roupas e produtos alimentícios. Depois do roubo, os suspeitos colocaram o jornalista no porta-malas do veículo. Segundo a versão apresentada pelos jovens, a vítima morreu após ter uma crise de asma. O laudo do Instituto Médico Legal (IML), porém, apontou que a morte foi causada por enforcamento. Um pano teria sido usado para asfixiá-lo. O corpo do comunicador só foi localizado quatro dias depois que ele desapareceu. 


 

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