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Asteroide detectado pela Nasa é visitante de outro sistema solar

O objeto, de 400 m, começou a ser observado na Via Láctea em outubro

28/11/2017 18h29 | Atualizado em: 28/11/2017 18h42

ESO/M. Kornmesser/NASA/Divulgação O asteroide ganhou o nome de Oumuamua, que quer dizer mensageiro

A Nasa confirmou nesta segunda-feira (27) a presença do primeiro asteroide interstelar, vindo de outra galáxia em nosso sistema solar. O asteroide de formato alongado e composição rochosa começou a ser observado na Via Láctea desde outubro pela agencia espacial. Os cientistas da Nasa afirmam que este é caso sem precendentes na história de observação da agência. A presença dele, levanta a hipótese sobre a intercomunicação entre mundos estelares diferentes.

As informações sobre o asteroide visitante foram publicadas na revista científica Nature e no site da agência. O objeto ganhou o nome de Oumuamua, que quer dizer mensageiro. 

O asteroide tem 400 metros de comprimento. A forma do Oumuamua também chama atenção, segundo a Nasa é um formato incomum também não encontrado anteriormente em cerca de 750 mil asterorides e cometas observador agora no sistema solar que abriga a Terra.

Ele é maior que qualquer asteróide ou cometa observado na Via Lactea até agora segundo os astronomos que trabalham na observação do Oumuamua.

A Nasa já confirmou que a órbita do asteroide não foi originada dentro do nosso sistema solar e agora os cientistas acreditam que um asteroide interestelar similar a este passe anualmente dentro da Via Lactea. Mas outros como este ainda não haviam sido detectados, porque só recentemente os chamados telescópios de rastreio, como a Pan-STARRS, têm a potência e precisão necessárias para descobri-los.

“Durante décadas nós temos a teoria de que tais objetos interestelares estão lá fora, e agora - pela primeira vez - temos evidência direta de que eles existem”, disse Thomas Zurbuchen, administrador associado da Diretoria de Missões Científicas da Nasa em Washington, em um artigo publicado no site da Agência.

Segundo ele, a descoberta está abrindo uma nova janela para estudar a formação de sistemas solares além do nosso próprio.

Telescópios de vários lugares do mundo detectaram o asteroíde, entre eles o Very Large Telescope do Chile, mas o Instituto de Astronomia no Havai fez as maiores descobertas sobre ele, cruzando dados recebidos de satélites e telescópios terrrestres.

A equipe do Havai, liderada por Karen Meech, foi a primeira a visualizar o asteroide e descobriu que o Oumuamua gira sobre seu eixo a cada 7,3 horas.

Além disso ele tem intensidade de luz (brilho) variante. Segundo a Nasa, nenhum asteróide conhecido ou cometa do nosso sistema solar varia muito em brilho, com uma grande relação entre tal comprimento e largura.

Tais características sugerem que ele seja denso e composto por metais de rocha e, possivelmente, não tem água ou gelo. Sua superfície foi avermelhada devido aos efeitos da irradiação de raios cósmicos de mais de centenas de milhões de anos.

Oumuamua já está se afastando da Terra. Ele viaja a cerca de 85.700 milhas por hora (38,3 quilômetros por segundo). Ele vai viajar para além da órbita de Saturno em janeiro 2019 e depois deixará a Via Lactea. Segundo a Nasa, Oumuamua irá em direção a constelação de Pegasus.

 

Da Agência Brasil

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