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Estado

Justiça afasta policiais envolvidos em ação que feriu delegado em Guaraí

29/11/2017 11h24 | Atualizado em: 04/12/2017 17h36

Fotos: Divulgação O delegado Marivan da Silva Sousa, de Colmeia, perdeu parte da orelha depois de ser atingido por disparos efetuados por policiais militares contra o carro dele, em Guaraí, no fim de outubro deste ano

REDAÇÃO
REDE TO

 

A Justiça afastou dois policiais militares envolvidos na ação que terminou com um delegado baleado, no dia 28 de outubro, em Guaraí, na região noroeste do Tocantins. O juiz Fábio Costa Gonzaga, da comarca local, aceitou a denúncia contra os PMs Cleiber Levy Gonçalves Brasilino e João Luiz Andrade da Silva, determinando o afastamento deles da corporação. Já os policiais Tiago Mariano Duarte Peres e Frederico Ribeiro dos Santos, também denunciados pelo Ministério Público Estadual, tiveram o pedido de denúncia rejeitado pelo magistrado. 

O juiz entendeu que Tiago Mariano, motorista da viatura, e Frederico Ribeiro, que estava sentado no banco de trás do motorista, não teriam efetuado disparos contra o veículo conduzido pela vítima, o delagado Marivan da Silva Sousa (foto ao lado), e, por isso, não deveriam fazer parte da denúncia. Já Cleiber Levy e João Luiz teriam desferido quatro disparos contra o delegado. "Recebo parcialmente a denúncia e seu aditamento para admitir a acusação contra os denunciados Cleiber Levy Gonçaves Brasilino e João Luiz Andrade da Silva (CPP, artigos 396 e 406) e rejeitá-la em relação aos denunciados Thiago Mariano Duarte Peres e Frederico Ribeiro dos Santos (CPP, artigo 395, inciso III)", justificou Gonzaga. 

Com a decisão, os dos policiais denunciados ficam impedidos de exercer "quaisquer atividades policial externa ao âmbito físico da unidade policial onde estão lotados (BPChoque)". Ainda segundo o juiz Fábio Costa, caso descumpra a medida, o superior hierárquico dos PMs receberá multa diária de R$ 5 mil. A desobediência da determinação por parte dos acusados, por sua vez, implicará no restabelecimento da ordem de prisão contra os militares.

Relembre

A ação que terminou com o delegado Marivan baleado provocou tensão entre as forças policiais do estado. Lotado em Colmeia, ele estava de folga e passava por Guaraí, quando foi confundindo com criminosos por policiais do Batalhão de Policiamento de Choque. Os PMs efeturam vários tiros na direção do carro do delegado. Souza foi atingido no braço, orelha e de raspão na cabeça. "Estava andando devagar na avenida, não estava correndo, até porque o trânsito estava movimentado, quando ouvi um barulho. Encostei o carro e saí, só depois percebi que tinha sido baleado. Me falaram para deitar no chão e apontaram as armas. Aí falei que eu era delegado. Eu estava desarmado", contou. 

O delegado, que mora em Colmeia, informou que estava em um carro cedido pela Justiça à Secretaria de Segurança Pública e que seguia para a casa de um amigo, em Guaraí, onde iria resolver assuntos de trabalho. Marivan perdeu parte da orelha por causa dos tiros. 

Os PMs que atiraram contra o carro do delegado estavam participando das buscas aos assaltantes que explodiram, no dia 27 de outubro, um carro-forte, na BR-153, perto da cidade de Presidente Kennedy, na região central do Tocantins. Os bandidos
 levaram vários malotes de dinheiro e fugiram em outro carro que roubaram no local. Até hoje, nenhum dos suspeitos de participar da ação criminosa foi preso. 

 

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