publicidade
publicidade
Max:30° Min:24°
Araguaína
Araguaína-TO, sábado, 17 de fevereiro de 2018
Siga a REDE TO

Estado

Empresário e piloto são denunciados por pouso irregular em praia

11/12/2017 17h29 | Atualizado em: 11/12/2017 17h43

Pixabay Segundo MPF, aeronave pousou, no dia 5 de dezembro de 2016, em frente a construção de um edifício, na Praia da Graciosa, para embarque e desembarque de empresário; Infraero diz que pouso não foi autorizado

O Ministério Público Federal no Tocantins ofereceu denúncia contra Benedito Neto de Faria e João Paulo Miranda, por conduzirem aeronave em via urbana na cidade de Palmas, colocando em risco, segundo o MPF, as pessoas que circulavam pelo local, o patrimônio, além de pôr em perigo a aeronavegação em zona urbana.

O inquérito que embasou a ação penal se deve à notícia que relata o pouso de um helicóptero no dia 5 de dezembro de 2016, na Praia da Graciosa, em frente a construção de um edifício, para embarque e desembarque de Benetido Neto, proprietário da aeronave e morador da região.

Testemunhas relatam que a aeronave realiza pousos em plena via pública há muito tempo, colocando em risco a fiação elétrica e causando danos físicos aos carros estacionados próximos ao local em decorrência da força do vento, que arremessa pedras e entulhos à distância, além de já ter derrubado e danificado algumas vezes o portão de uma obra.

Infraero

Em pronunciamento, a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) informou que não recebeu nenhum comunicado de pouso da aeronave na região da Praia da Graciosa. Conforme a legislação, Benedito Neto e João Paulo violaram as normas de operação de helicópteros em locais não registrados, bem como se omitiram na obtenção de autorização prévia do órgão competente para pouso e uso do espaço aéreo.

Ainda segundo a Infraero, qualquer movimentação de aeronave dentro do raio de 27,28 km do Aeroporto de Palmas deveria ser informada ao órgão. Sem a autorização e as devidas medidas de segurança implementadas para a circulação de helicóptero em zona urbana, o condutor assume o risco direto de ocasionar danos à integridade física dos cidadãos, à aeronave e aos bens expostos em área pública.

Conforme a legislação, o proprietário e o piloto da aeronave podem receber a pena de até seis anos de privação de liberdade. (Com Ascom/MPF-TO)

***

O espaço está aberto para que Benedito Neto de Faria e João Paulo Miranda possam se manifestar. O email para envio de notas é redacao@redeto.com.br.


 

Obs.:

A REDE TO coloca este espaço à disposição de todos que queiram opinar ou discutir sobre os assuntos que tratam nossas matérias. Partilhe suas opiniões de forma responsável e educada e respeite a opinião dos demais. Contamos com a educação e bom senso dos nossos internautas para que este espaço continue sendo um ambiente agradável e democrático. Obrigado.