publicidade
publicidade
Max:33° Min:22°
Araguaína
Araguaína-TO, domingo, 18 de novembro de 2018
Siga a REDE TO

Estado

Justiça condena homens acusados de matar PM durante assalto na capital

12/12/2017 13h55 | Atualizado em: 14/12/2017 14h19

Divulgação O subtenente Milton Caetano da Silva, de 32 anos, morreu após ser baleado, no dia 1º de abril deste ano, em Palmas

REDAÇÃO
REDE TO


A Justiça condenou, nesta segunda-feira, 11, por latrocínio e posse de arma de fogo, os dois acusados de matar o policial militar Milton Caetano da Silva, de 32 anos, durante um assalto ocorrido, em abril deste ano, em Palmas. Carlos Alberto Mendes da Rocha e José Eduardo da Rocha Filho foram julgados pelo juiz Rafael Gonçalves de Paula, da 3ª Vara Criminal da capital. 

A pena para ambos os réus, por latrocínio, que é o crime de roubo seguido de morte, foi de 25 anos de reclusão, em regime fechado, e 100 dias-multa. Já em relação à posse de arma, Carlos Alberto recebeu pena de um ano de detenção e 10 dias-multa. Os condenados também terão que pagar R$ 50 mil em indenização para a família da vítima.

"Estou certo de que ambos os acusados concorreram para o resultado, mesmo que não tenham entrado na casa e praticado a ação nuclear do tipo. Neste caso, merecem ser condenados pelo latrocínio, na medida em que aderiram ao propósito dos demais autores. Vale salientar que o resultado morte era previsível", explicou Rafael Gonçalves. 

Relembre

Conforme a denúncia, na madrugada de 1º de abril de 2017, Carlos Alberto Mendes da Rocha, José Eduardo da Rocha Filho e mais duas pessoas invadiram uma residência na quadra 904 Sul e roubaram um automóvel, uma corrente em ouro, carteira com dinheiro, cartões bancários e documentos pessoais. Durante a ação, eles dispararam contra Milton Caetano e Sarah Karollyne. Milton morreu ainda no local.

"Pouco antes do amanhecer, dois deles ingressaram armados na residência para cometer o roubo, enquanto os demais esperaram no automóvel, seja para dar suporte à fuga, seja para fazer alguma intervenção, caso necessária. Houve reação de Milton Caetano, que então foi alvejado pelos disparos efetuados por um dos assaltantes", detalhou o juiz na decisão.

Milton chegou a ser socorrido com vida, mas morreu ao dar entrada na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da região norte. Na ação criminosa, a companheira dele recebeu uma coronhada e teve que ser levada para um hospital.


Após a fuga, os comparsas de Carlos Alberto e José Eduardo foram mortos em confronto com a polícia e a dupla condenada foi presa nas cidades de Lagoa do Tocantins e Santa Tereza.

PM há 12 anos

Natural de Belo Jardim (PE), Milton Caetano tinha ingressado na PM do Tocantins em janeiro de 2005. Em nota divulgada na época do crime, a corporação afirmou que ele era uma "pessoa muito comunicativa, de fácil trato e gozava de prestígio junto a todos que com ele conviveram". O subtenente fazia parte da banda música da polícia. Além da esposa, ele deixa uma filha de apenas dois anos.


 

Obs.:

A REDE TO coloca este espaço à disposição de todos que queiram opinar ou discutir sobre os assuntos que tratam nossas matérias. Partilhe suas opiniões de forma responsável e educada e respeite a opinião dos demais. Contamos com a educação e bom senso dos nossos internautas para que este espaço continue sendo um ambiente agradável e democrático. Obrigado.

  • Aguarde novas notícias.