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Estado

Empresário afirma que pagou propina a Carlos Gaguim e Dulce Miranda

13/12/2017 09h59 | Atualizado em: 14/12/2017 13h37

Fotomontagem REDE TO Deputados federais Carlos Gaguim (PODE) e Dulce Miranda (PMDB) são alvos da sexta fase da Operação Ápia, deflagrada na manhã desta quarta-feira, 13,

REDAÇÃO
REDE TO


Os deputados federais tocantinenses Carlos Gaguim (PODE) e Dulce Miranda (PMDB) são alvos de mais uma etapa da operação Ápia, deflagrada, na manhã desta quarta-feira, 13. Na sexta fase da maior operação policial da história do estado, policiais federais cumprem mandados judiciais nos gabinetes dos parlamentares, na Câmara dos Deputados, no apartamento funcional de ambos, em Brasília, e também na casa deles, no Tocantins.

Por volta das 7h30, a Polícia Legislativa interditou os andares da Câmara onde ficam os gabinetes de Gaguim e Dulce. Somente depois das 9h, os pavimentos foram liberados com a autorização para que os servidores pudessem entrar nas salas.   

Segundo a PF, estão sendo cumpridos 16 mandados de busca e apreensão e 8 de intimações, em Palmas, Araguaína, norte do Tocantins, e na capital federal. As diligências, solicitadas pela Procuradoria Geral da República (PGR), foram autorizadas pelo Supremo Tribunal Federal.

Pagamento de propina

Gaguim e Dulce, mulher do governador do Marcelo Miranda (PMDB), foram delatadas pelo empresário Rossine Aires Guimarães. O acordo de colaboração premiada foi homologado pelo STF. Rossine acusa os deputados federais de receber propina para ajudar a Construtora Rio Tocantins, de propriedade de Rossine, a vencer licitações para pavimentação de rodovias no estado.  

Os investigadores apontam a ocorrência dos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro por parte dos integrantes do
 núcleo político da suposta organização criminosa integrada por Carlos Gaguim e Dulce Miranda. 

Operação Ápia

Deflagrada em outubro de 2016, a Operação Ápia tem como objetivo desarticular uma organização criminosa que atuou no Tocantins corrompendo servidores públicos, agentes políticos, fraudando licitações públicas e execução de contratos administrativos celebrados para a terraplanagem e pavimentação asfáltica em várias rodovias estaduais em valores que superaram a cifra de R$ 850 milhões.

A Polícia Federal afirma que as obras foram custeadas por recursos públicos adquiridos pelo estado, por meio de empréstimos bancários internacionais e com recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES)
, tendo o Banco do Brasil como agente intermediário dos financiamentos no valor superior a R$ 1 bilhão. Os recursos adquiridos tiveram a União como garantidora (fiadora) da dívida contraída com BB e foram batizados pelo Governo Estadual como Programa Proinveste e Proestado.

A investigação apontou a existência de um esquema de direcionamento das contratações públicas mediante pagamento de propina a empresários que se beneficiavam com recebimentos por serviços não executados. No caso dos políticos envolvidos, estes seriam responsáveis por garantir as contratações e o recebimento de verbas públicas indevidas por parte dos empresários corruptores.

Outro lado

Em nota, o deputado Carlos Gaguim afirmou que, durante seu mandato como governador (2009-2010), a empresa citada nas investigações não venceu nenhuma licitação e não firmou contratos com o governo do estado. As obras foram licitadas antes de seu mandato e estavam em andamento desde o governo anterior, afirma o parlaamentar. 

O deputado alega ainda que as doações feitas pela empresa nas eleições de 2010 foram direcionadas ao PMDB e que não tinha acesso às contas do partido. Gaguim refuta as acusações e nega ter recebido valores do delator por meio de assessores. O deputado destaca ainda que se dirigiu nesta quarta, pela manhã, voluntariamente, à Superintendência da Polícia Federal para prestar esclarecimentos.

Por meio de sua assessoria, a deputada Dulce Miranda 
esclareceu que não houve condução coercitiva e que compareceu à sede da PF em veículo próprio. Ela afirmou que não tem conhecimento dos fatos investigados pela operação e disse estar "à disposição da Justiça para esclarecer todos os fatos necessários. Tenho todo o interesse em demonstrar a minha clara e absoluta inocência”.

 

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