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Estado

Prefeito Carlos Amastha e mais oito são indiciados pela PF por corrupção

15/12/2017 13h38 | Atualizado em: 18/12/2017 18h01

Divulgação O prefeito Carlos Amastha é um dos alvos da Operação Nosotro, que investiga fraude de R$ 260 milhões em licitações para a construção do BRT de Palmas

REDAÇÃO
REDE TO


O pré-candidato ao governo do Tocantins e prefeito de Palmas Carlos Amastha (PSB) foi indiciado pela Polícia Federal por corrupção passiva, associação crriminosa e cobrança indevida de Imposto Predial Territorial Urbano (IPTU) do empresário Egon Just. O gestor é o principal alvo da Operação Nosotros, da PF, que apura fraude de R$ 260 milhões em licitações para a construção do Bus Rapid Transit (BRT). 

Além de Amastha, foram indiciadas outras oito pessoas, entre elas o procurador geral de Palmas Públio Borges e dois secretários, o de Governo e Relações Institucionais, Adir Gentil, e o de Finanças, Cláudio Shuller. 

Concluído o trabalho investigativo, a Polícia Federal encaminhou o relatório para o Tribunal Regional Federal da 1ª Região, com sede em Brasília (DF), e para o Ministério Público Federal. 


Investigações

De acordo com as investigações, o esquema funcionava assim: agentes públicos juntamente com imobiliárias pressionavam proprietários de imóveis na capital para que doassem parte de suas terras para pessoas ligadas ao grupo criminoso. Uma das formas de coagir as supostas vítimas era através da cobrança de altos valores de IPTU. Egon Just seria um dos proprietários supostamente coagidos. O empresário, dono de uma grande área perto do trajeto do BRT, acusa Amastha, gestores ligados ao prefeito e empresários do ramo imobiliário de pressioná-lo para vender suas terras. 

Operação Nosotros

Deflagrada no dia 10 de novembro do ano passado, a Operação Nosotros cumpriu 10 mandados de busca e apreensão e 12 de condução coercitiva, no Tocantins, Paraná e em Santa Catarina. A polícia tentou conduzir o prefeito até a superintendência da PF, em Palmas, mas, no dia da ação, Amastha não foi encontrado nem em sua casa, no Taquari, nem no apartamento dele, na Quadra 204 Sul. Com a ajuda de um chaveiro, a PF conseguiu entrar no imóvel localizado no centro da cidade e apreendeu R$ 180 mil e 3,2 mil euros.

Amastha só prestou depoimento no dia 1º de dezembro de 2016. Alguns dias depois, o TRF 
da 1ª região determinou a devolução do dinheiro ao prefeito. Na decisão, o juiz federal Klaus Kuschel aceitou os argumentos apresentados pela defesa do gestor de que os valores foram adquiridos com o salário que Amastha recebe como prefeito e que as quantias eram guardados em casa por causa de bloqueios judiciais em contas correntes.

Outro lado

Durante coletiva de imprensa, o prefeito Carlos Amastha negou as acusações, disse que a operação foi um erro e que a Polícia Federal deveria pedir desculpas. "Todo mundo sabe que essa operação foi o maior erro da história. Custava a polícia pedir desculpas? Isso a gente discutiu mais de uma vez com o delegado, se a prefeitura exagerou no mecanismo de cobrança, então a Justiça não teria dado a razão para a prefeitura. Porque todos esses casos foram judicializados e em todos a Justiça deu a razão para a prefeitura", afirmou. 

Em nota, a Prefeitura de Palmas lamentou a conclusão do relatório da Polícia Federal e declarou que a denúncia foi feita pelo maior devedor do IPTU da cidade.

Os secretários Adir Gentil e Cláudio Shuller ainda não se manifestaram oficialmente sobre o indiciamento. Assim que isso acontecer, os posicionamentos deles serão incluídos na reportagem. 


 

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