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Polícia procura médico suspeito de matar ex-companheira em Palmas

19/12/2017 09h52 | Atualizado em: 19/12/2017 12h42

Fotos 1 e 2: Reprodução/Facebook; Foto 3: Reprodução/WhatsApp O médico Álvaro Ferreira da Silva é suspeito de matar a professora Danielle Christina Lustosa Grohs; casal viveu junto por quase 20 anos, mas suspeito não aceitava o fim do relacionamento

REDAÇÃO
REDE TO

 

A polícia procura um homem suspeito de matar a própria esposa, em Palmas, na noite desta segunda-feira, 18, em Palmas. A professora Danielle Christina Lustosa Grohs foi encontrada morta, dentro da casa dela, na Quadra 1.004 Sul. Ela teria sido assassinada pelo companheiro, o médico Álvaro Ferreira da Silva. 

De acordo com o advogado de Danielle, Edson Monteiro de Oliveira Neto, Álvaro já tinha ameaçado matar Danielle várias vezes. No último sábado, 16, o médico chegou a ser preso depois de invadir a casa da professora e tentar esganá-la. O suspeito pagou fiança e foi liberado no dia seguinte, depois de uma audiência de custódia. 

Danielle foi encontrada sem vida, de bruços, em cima da cama dela. A causa da morte ainda não foi divulgada. Após perícia no local do crime, o corpo da professora foi encaminhado para exames no Instituto Médico Legal (IML) da capital. 

Álvaro e Danielle viveram juntos por quase 20 anos. A separação aconteceu em 2016, mas o processo não foi amigável, uma vez que o médico não aceitava o fim do relacionamento e questionava a divisão de bens solicitada pela ex-mulher. 

Repercussão

A morte da professora Danielle Grohs causou grande repercussão em Palmas. Segundo a prefeitura da capital, nascida em Rio Negro (PR), a professora da rede municipal de ensino atuava na sala de aula desde 2005, "deixando muitos ensinamentos por onde passou".

"Conhecida entre os amigos como defensora dos animais, Daniella se estabeleceu em Palmas há cerca de quinze anos, se formou aqui na Capital e nos últimos doze anos fez parte da Educação de Palmas. Sendo oito deles na Escola Municipal Paulo Leivas Macalão e os últimos três anos se dedicou como educadora na equipe da Escola de Tempo Integral (ETI) Professora Sueli Reche", informou a prefeitura em comunicado. 

Em nota, o Sindicato dos Trabalhadores em Educação no Tocantins lamentou o ocorrido. "Lamentamos profundamente sua precoce partida. Mais uma vítima de feminicídio, até quando?, questionou o Sintet. 

A Associação dos Servidores Municipais de Palmas também comentou o assassinato da professora. "A professora da ETI Sueli Reche foi vítima de um tipo de violência que, na contramão dos avanços da sociedade, está, lamentavelmente cada dia mais presente entre nós", afirmou a Assemp. 


A mãe de Danielle, Simara Lustosa, usou seu perfil no Facebook para falar da dor de perder a filha. "3:12 horas da madrugada, nada de sono e coração dilacerado pela perda", escreveu na rede social. 

Também no Facebook, o irmão da professora, Gabriel Grohs, relembrou a mensagem enviada momentos antes da morte: "Vai ficar na memória eternamente sua última mensagem (Amo você) provavelmente umas das últimas que conseguiu enviar minutos antes de partir. Que Deus te receba, e que a Justiça seja feita aqui na terra". 

José Vieira, amigo da vítima, disse que falou com Danielle no domingo, um dia depois de ela ter sido agredida por Álvaro. "No sábado, na parte da tarde, eu não sei que horas, teve um problema entre eles aqui. Ela foi agredida. Ela ligou para mim no domingo, nós conversamos, ela falou desse episódio. Simplesmente, deixou de atender o celular, não compareceu ao trabalho e lamentavelmente o desfecho é esse que você está vendo", relatou. 


 

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