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Polícia alerta para golpe do falso protesto no TO; saiba como se proteger

Golpe do falso protesto vem fazendo vítimas no estado nos últimos meses

30/01/2018 19h00 | Atualizado em: 31/01/2018 18h32

Ilustração Durante a ação criminosa, bandidos ligam para a vítima, alegam a existência de determina dívida e falam em penhora de bens caso débito não seja quitado

REDAÇÃO
REDE TO


A Polícia Civil do Tocantins divulgou um alerta, nesta terça-feira, 30, quanto aos perigos do golpe do “falso protesto”, que tem feito vítimas no estado nos últimos meses. 

De acordo com o delegado Evaldo de Oliveira Gomes, para aplicar o golpe, os criminosos se aproveitam do desconhecimento quem muitas pessoas têm em relação à cobrança de dívidas. “Eles afirmam que a empresa, ou mesmo pessoa física está com o nome 'sujo na praça' e que, por isso, deve fazer o depósito ou transferência de determinadas quantias em dinheiro, na conta de golpistas”, alerta.

Gomes explica que o esquema funciona da seguinte forma: uma pessoa, que diz ser funcionária de uma empresa de cobranças, telefona para a vítima e informa que existe uma dívida prestes a ser protestada. O suposto funcionário diz que, caso não seja quitado, o débito poderá ser executado judicialmente, o que poderia acarretar também na penhora dos bens da vítima.

“Sem saber que se trata de um golpe, muitas vezes a vítima acaba realizando a transferência ou efetuando depósito de valores para a conta bancária dos golpistas”, frisou o delegado.

Empresas na mira

O delegado afirma ainda que o golpe do "falso protesto" também atinge empresas, pois um golpista telefona para os estabelecimentos afirmando que existe um título com vencimento próximo ou até mesmo no mesmo dia. Durante a ação criminosa, o suspeito fornece o número de um cartório para que a pessoa entre em contato e se informe melhor sobre o credor da dívida.

“Acontece que, na maioria das vezes, o número de telefone fornecido é de outro comparsa, que por sua vez, disponibiliza o número do suposto credor e aconselha a vítima quantos aos procedimentos que a mesma deve fazer para quitar a dívida. No entanto, ao fazer a ligação para o número indicado, a pessoa entra em contato com mais um integrante da quadrilha, o qual exige, de forma imediata, um depósito ou transferência bancária, de certa quantia em dinheiro, a fim de evitar o protesto”, afirmou o delegado.

Como se proteger

Segundo o delegado Evaldo Gomes, cartórios de protesto não usam telefone ou email para entrar em contato com os devedores, a fim de alertar sobre eventuais pendências e, nem tão pouco, as cobranças são emitidas, por correspondência ou via online. "O pagamento dos títulos protestados só pode ser realizado de forma direta com o credor ou, pessoalmente no cartório, por meio de boleto entregue em mãos ao devedor”, ressaltou o delegado.

O delegado esclarece ainda que a vítima deve anotar todos os dados relativos à tentativa de golpe, como números de telefone e emails, para que a tentativa ou a fraude já consumada seja registrada, o mais rapidamente em uma delegacia e a Polícia Civil possa investigar e identificar os suspeitos. 


 

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