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Travestis de Palmas recebem noções de cidadania e prevenção

16/02/2018 20h15 | Atualizado em: 16/02/2018 20h57

Divulgação As visitas aconteceram em quatro pontos da Capital, dentre eles, as quadras 103 Norte, 103 Sul, a Avenida JK e a Avenida Teotônio Segurado

11 travestis que freqüentam diversos pontos de prostituição em Palmas receberam na noite desta quinta-feira, 16, a visita de representantes da Superintendência de Promoção das Políticas Públicas aos Direitos Humanos de Palmas, do Núcleo Aplicado das Minorias e Ações Coletivas de Palmas (Nuamac) Palmas, da Defensoria Pública do Estado do Tocantins (DPE-TO), e da Associação das Travestis e Transexuais do Estado do Tocantins (Atrato). O objetivo foi ouvir as demandas que esta população apresenta.

A iniciativa se deu após reunião de todos os órgãos envolvidos na visita, em que foi constatada a dificuldade das travestis e transexuais procurarem os órgãos públicos durante o dia, por trabalharem à noite, dificultando o acesso aos seus direitos.

Na oportunidade, o superintendente de Promoção das Políticas Públicas aos Direitos Humanos de Palmas, João Paulo Procópio Vieira Silva, anunciou às travestis e transexuais a instalação de um ambulatório de mastectomia (retirada da mama), e hormonização (mudança de sexo), para homens e mulheres transexuais, em parceria com o Hospital Universitário de Goiânia, até o mês de julho, que funcionará dentro do Ambulatório Municipal de Atenção à Saúde (Amas). “No próximo dia 03, técnicos do Ministério da Saúde estarão visitando a estrutura de Palmas para esse público”, disse.

Durante a visita as travestis receberam informações sobre direitos e cidadania, acesso a direitos, como utilização do nome social, mudança de sexo, orientação jurídica sobre preconceito sofrido no dia a dia e direitos sobre adoção e família.

A Defensora Pública e Coordenadora do Núcleo Aplicado das Minorias e Ações Coletivas de Palmas (Nuamac), Leticia Amorim, ressalta que a visita teve como principal objetivo levar a cidadania de forma efetiva para essas pessoas. “Estamos procurando fazer esse trabalho de acolhimento para poder dar encaminhamentos e colocar à disposição desse público a Defensoria Pública, pois estas pessoas têm dificuldade de chegar até nós”, disse.

Demandas

As visitas aconteceram em quatro pontos da Capital, dentre eles, as quadras 103 Norte, 103 Sul, a Avenida JK e a Avenida Teotônio Segurado. Dentre as demandas apresentadas estão a criação de vagas de emprego e oferta de cursos profissionalizantes para a inserção no mercado de trabalho.

Outra demanda reivindicada foi a efetivação de políticas públicas voltadas para a segurança das travestis e transexuais, próximo aos pontos em que elas ficam. “As travestis trabalham à noite e muitos sofrem agressões, pois não têm segurança nenhuma nos pontos de prostituição”, disse Byanca Marchiori.

Para a presidente da Associação das Travestis e Transexuais do Estado do Tocantins (Atrato), Byanca Marchiori, a visita é uma forma de desconstruir junto à sociedade o preconceito que existe com as travestis e transexuais. “A visita foi muito importante para que as travestis e transexuais fossem ouvidos em suas reivindicações e demandas, como mais segurança e políticas públicas na área da saúde e educação”, disse.

Ainda de acordo com Marchiori, um dos maiores problemas enfrentados por este público é a falta de emprego. “As empresas privadas não empregam transexuais e nem travestis porque o preconceito ainda prevalece. Isso precisa ser desconstruído”, disse.

Para o superintendente de Promoção das Políticas Públicas aos Direitos Humanos de Palmas, João Paulo Procópio Vieira Silva, muitas travestis e transexuais optam pela prostituição como meio de sobrevivência. “Nós temos vários casos, inclusive de uma travesti que trabalha na pista para pagar a faculdade”, disse.

Silva ainda falou sobre a dificuldade das travestis em se inserirem no mercado de trabalho. “A dificuldade para a inserção no mercado de trabalho é um problema sério para elas. Temos, por exemplo, uma travesti que estava indo bem na seleção para emprego, quando notaram que havia inconsistência no nome do documento de identidade, com o nome apresentado no currículo, ela foi eliminada da seleção”, disse.

 

Da Secom/Prefeitura

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