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Estado

Abaixo-assinado pede a anulação das provas do concurso público da PM

13/03/2018 10h22 | Atualizado em: 15/03/2018 17h23

Fotomontagem REDE TO Imagens dos gabaritos das provas do concurso da Polícia Militar do Tocantins foram publicadas nas redes sociais; para candidatos, isso mostra que faltou segurança nos locais de aplicação dos exames

REDAÇÃO
REDE TO



Mais de 30 mil pessoas já assinaram uma petição online pedindo a anulação das provas do concurso da Polícia Militar aplicadas no último domingo, 12. No abaixo-assinado, disponível neste link, são detalhadas várias situações que comprometeriam a lisura do certame.

Um dos fatos mais graves diz respeito a apreensão de um celular, em um banheiro de uma faculdade particular de Araguaína, no norte do Tocantins, com o gabarito da Prova 3. As respostas estavam em uma SMS encaminhada para o aparelho, localizado embaixo de uma lixeira. De acordo com o Portal AF Notícias, as informações constam do boletim de ocorrência lavrado pelo 2º Batalhão da PM. 

Outra situação que vem levantando suspeitas por parte dos candidatos ocorreu em Arraias, no sul do estado. A prova foi realizada no câmpus da Universidade Federal do Tocantins na cidade. Conforme o abaixo-assinado, uma das turmas que concorria ao cargo de soldado se negou a fazer o exame porque verificou que um dos malotes de prova estava violado. 

Na petição, são questionadas ainda outras situações, como a falta de segurança nos locais de prova. O problema teria ficado evidente com a publicação, na internet, de fotos com os gabaritos dos exames. 

O conteúdo da prova também é alvo de polêmicas. Uma delas é a não inclusão, no questionário, de perguntas relacionadas a Direitos Humanos, conforme determina a Portaria Interministerial nº 4.226, de 2010. A quantidade de questões de informática e atualidades, por sua vez, não teria obedecido o edital. 

Outro lado

Tanto a Polícia Militar quando a AOCP, organizada do certame, negam a existência de fraude no concurso. De acordo com a corporação, no caso de Arraias, a avaria em um dos envolopes ocorreu durante o transporte das provas. A AOCP diz que a fricção entre os malotes teria provocado o rasgo. "Não houve rompimento do lacre de provas, mas o malote foi substituído por outro", afirmou a PM em nota. 

No mesmo comunicado, a Polícia Militar alegou que nenhum candidato foi encontrado com gabarito das provas. A corporação não comentou a apreensão de um celular com as respostas de um dos exames. Já a Polícia Civil (PC) informou apenas que está apurando o caso e que como as investigações correm em segredo, não é possível prestar mais informações no momento. 

Sobre o concurso

Com gabaritos divulgados nesta segunda-feira, 12, as provas do concurso da Polícia Militar do Tocantins foram aplicadas, neste domingo, 11, em Arraias, Taguatinga, Dianópolis, Natividade, Porto Nacional, Araguatins, Augustinópolis, Sítio Novo do Tocantins, Tocantinópolis, Wanderlândia, Gurupi, Alvorada, Formoso do Araguaia, Palmas, Paraíso, Miracema e Araguaína. 

Cada prova tinha 60 questões valendo 100 pontos. Para soldado, o candidato deverá obter no mínimo 50% de acerto, tendo pelo menos um ponto em cada disciplina. No caso de oficial, a pontuação mínima é de 60% de acerto, tendo pelo menos um ponto em cada disciplina para ir à segunda etapa do certame.

Ao todo, mais de 86 mil pessoas se inscreveram no concurso, que oferece mil vagas para soldado e 40 para oficial. O índice de abstenção foi pequeno; de 18% para o cargo de soldado, cujas provas aconteceram pela manhã, e de 16% para o de cadete, com exames aplicados durante a tarde.

Além da prova objetiva, o concurso da PM conta ainda com as seguintes etapas: avaliação de capacidade física, avaliação psicológica, médica e odontológica e investigação social. O governo do estado informou que a previsão para o resultado final de todas as fases do certame é o mês de agosto deste ano. A convocação dos aprovados, porém, só deve acontecer no ano que vem.

Considerado um dos maiores já realizados no estado, o concurso da Polícia Militar do Tocantins atraiu candidatos de todo o país. E um dos motivos é o salário oferecido pela PM. Os subsídios iniciais, após os cursos de formação, são de R$ 4.455,46 para soldado e R$ 8.382,10 para aspirante a oficial. 


 

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