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Estado

Tribunal do Júri condena homem acusado de matar cabeleireira em Araguaína

19/03/2018 20h15 | Atualizado em: 21/03/2018 11h59

Divulgação Aldenir Alves Teixeira, de 29 anos, teria matado a companheira, a cabeleireira Edilene Oliveira da Silva, de 30 anos, porque não aceitava o fim do relacionamento

REDAÇÃO
REDE TO


O Tribunal do Júri condenou, nesta segunda-feira, 19, em Araguaína, no norte do Tocantins, o homem acusado de matar e enterrar a cabeleireira Edilene Oliveira da Silva, de 30 anos. Aldenir Alves Teixeira, de 29 anos, foi punido com 18 e 8 meses de prisão em resime fechado. O julgamento durou o dia inteiro e foi realizado no auditório da subseção da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) na cidade.

O crime aconteceu em julho de 2016 e, segundo o promotor de justiça Paulo Alexandre de Siqueira, autor da denúncia, teve motivo torpe. Aldenir matou a companheira Edilene porque tinha ciúmes dela e porque a cabeleireira não aceitava mais se relacionar com ele. 

Segundo o representante do Ministério Público, o homicídio foi praticado com emprego de tortura e meio cruel, já que Aldenir, além de agredir a vítima com tapas, aplicou-lhe um golpe conhecido como “mata-leão”, imobilizando a mesma até que esta viesse a óbito e depois ocultando o corpo em um matagal localizado na região do Jacubinha.


Considerado um homem frio, Aldenir procurou a delegacia, algumas semanas depois do assassinato, para informar sobre o desaparecimento da companheira. Durante as investigações, a polícia descobriu que o suspeito registrou boletim de ocorrência para tentar tirar dele o foco das investigações. Edilene tinha sido vista pela última vez com o marido e para muitos amigos da vítima, só ele poderia explicar o sumiço da cabeleireira. 

Apór ter certeza que Aldenir matou Edilene, o delegado Rerisson Macedo, responsável pelas investigações, pediu a prisão temporária do homem. A Justiça aceitou o pedido e o suspeito, depois de confessar o crime, em outubro de 2016, foi encaminhado para a Casa de Prisão Provisória (CPP) de Araguaína, cidade agora, irá cumprir os mais de 18 anos de prisão a que foi condenado. 

A defesa de Aldenir informou que vai estudar a decisão e analisar a possibilidade de recorrer dela, buscando reduzir a pena. 


Relembre

Conforme a denúncia, o crime aconteceu no dia 14 de julho de 2016, após uma discussão entre o casal. Depois de matar a cabeleireira asfixiada, Aldenir enrolou o corpo da mulher em um colchão e enterrou em um buraco com cerca de 30 centímetros de profundidade. No dia 2 de agosto do ano passado, Aldenir registrou Boletim de Ocorrência (B.O.), no qual relatava que a mulher teria abandonado a família e os bens. A mentira, porém, acabou sendo descoberta e o homem acabou preso e confessando o crime bárbaro. 


 

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