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Araguaína-TO, segunda, 16 de setembro de 2019
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Estado

Acusado de matar empresário de Porto Nacional é condenado

Ministério Público irá recorrer em busca de pena maior para executor

20/03/2018 14h56 | Atualizado em: 21/03/2018 14h22

Divulgação Ministério Público diz que Alan Sales Borges foi autor do disparo que matou o empresário do ramo de combustíveis Wenceslau Gomes Leobas

REDAÇÃO
REDE TO


Apontado como o executor do empresário do ramo de combustíveis Wenceslau Gomes Leobas, Alan Sales Borges foi condenado a 16 anos de prisão. O júri, realizado em Porto Nacional, teve início na manhã de segunda-feira, 19, e foi encerrado já na madrugada desta terça, 20. Foram 16 horas de julgamento. 

O Ministério Público Estadual, representado no caso pelo promotor de justiça Abel Andrade Leal Júnior, 
informou que irá recorrer da decisão, com o objetivo de aumentar a pena, considerada "branda" pelo MPE. 

Alan Sales foi condenado por homicídio duplamente qualificado, tendo em vista que os executores, Alan Sales e José Marcos de Lima, agiram mediante pagamento ou promessa de recompensa e pelo fato de o crime ter sido praticado de forma a dificultar a defesa da vítima, uma vez que o empresário foi surpreendido com um tiro ao sair de sua residência.

Também foi considerado como agravante a idade da vítima. Na época do crime, Wenceslau Leobas estava com 77 anos. 

A Justiça estabeleceu que Alan Sales cumpra a pena em regime inicialmente fechado e determinou a transferência imediata do réu para a Casa de Prisão Provisória (CPP) de Palmas. 

Comparsa de Alan, José Marcos foi encontrado morto dentro da CPP da capital no dia 3 de março de 2017.


Relembre o caso

Dono de uma rede de posto de combustíveis e ex-presidente do Sindicato de Revendedores de Combustíveis do Estado (Sindiposto), o empresário Eduardo Augusto Rodrigues Pereira, mais conhecido como Duda Pereira, é acusado de contratar Alan Sales Borges e José Marcos de Lima para executar o empresário Wencim (foto ao lado). O crime aconteceu em 28 de janeiro de 2016. Wenceslau foi baleado com um tiro no pescoço, ao sair de sua casa, localizada no centro de Porto Nacional. O idoso recebeu tratamento médico, mas não resistiu aos ferimentos e morreu na manhã do dia 14 de fevereiro, em um hospital particular da capital.

Alan Sales e José Marcos foram detidos pela Polícia Militar em uma estrada perto da TO-050. Conforme o inquérito, Alan foi o autor do disparo, enquanto José Marcos era o motorista do veículo. A dupla receberia de Duda R$ 350 mil pelo assassinato do empresário. O Ministério Público afirma que, deste valor, R$ 33 mil teriam sido pagos.

De acordo com o MPE, o crime teria sido motivado por interesses financeiros, já que Wenceslau Gomes estava instalando um posto de combustíveis em Palmas, onde pretendia praticar preços inferiores aos de seus concorrentes, entre os quais estava Eduardo Pereira. Duda estaria por trás de um cartel com outros empresários de Palmas para controlar os preços dos combustíveis na capital.

A denúncia contra Duda por assassinato foi aceita pela Justiça em junho de 2016. Em abril do ano seguinte, a pedido da promotoria, o empresário teve a prisão preventiva decretada. O acusado foi preso depois de passar quatro meses foragido, mas acabou ganhando o direito de responder em liberdade graças a uma liminar do Tribunal de Justiça. O processo contra Duda Pereira tramita separadamente ao dos executores.


 

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